15 fatores que mostram como a histeria não ajuda a enfrentar o coronavírus

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Se eu tenho medo de eventualmente ser contaminado? Bem, é por isso que estou aqui para lhe falar:

1 – Esse vírus todos nós nos contaminaremos. Ou seja, toda a população terá o contato com o vírus mais cedo ou mais tarde pela capacidade e velocidade de contaminação do vírus. Alguns manifestarão a doença, muitos não. A capacidade e velocidade de contaminação varia de um vírus para outro.

2 – Certamente eu me contaminarei como todos os brasileiros, apenas estou sujeito a um maior risco pela proximidade de completar sessenta anos.

3 – O que podemos fazer? Podemos parar tudo e ficarmos em casa, isolados? Isso se revela eficiente? Não. O vírus está circulando e a capacidade de contágio é extremamente rápida. Não é possível isolar toda a população. As pessoas de alguma forma se expõem ao saírem para adquirir alimentos, e uma vez ao retornarem às suas casas disseminam de forma eficaz a gripe.

4 – Por outro lado nós podemos tomar providências pontuais, entre as quais envolve o isolamento da população de risco. População de risco é aquela que envolve idosos e pessoas com enfermidades que debilitam o sistema imunológico.

5 – Como seria esse isolamento:

• Primeiro, caberia à própria família isolar seus idosos e demais pessoas do grupo de risco, tomando medidas efetivas para evitar o contato com o núcleo familiar. Para isso, orientação pelas mídias sociais e televisão, informando em relação a alguns procedimentos de isolamento, dentre os quais destacamos medidas como assepsia, com uso de produtos como sabão, e outras formas de higienização dos pertences pessoais e alimentares da pessoa vulnerável. Restringindo, inclusive, a sua exposição aos membros da família. Tais orientações são passadas por especialistas pelos meios acessíveis a todos.

• Segundo, em relação às pessoas que não possuem a estrutura familiar para proceder este isolamento e os procedimentos inerentes, ficaria a cargo do município, através de sua secretaria de saúde e assistência social, tomar as providências de proteção, seja se deslocando até a moradia, ou ainda, encontrando um espaço físico para essa finalidade específica.

Em suma, todo os esforços serão mais eficientes se limitarmos o isolamento a um grupo de pessoas que a toda a sociedade.

6 – Deve somar-se a esta medida a aquisição e o aumento de alguns equipamentos necessários em uma UTI, destacadamente o ventilador mecânico, leitos e eventualmente a convocação, se necessário, de médicos da cidade para atuarem.

7 – Essas unidades de emergência podem e devem ser edificadas em grandes espaços públicos, dentre eles o prédio da Universidade Federal, ou outro a ser indicado como melhor apropriado para o evento, devendo ser envidado um grande esforço na sua construção para que se opere em no máximo sete dias.

8 – Quanto às demais pessoas que não pertencem ao grupo de risco, eu entendo que devam imediatamente retornar ao seu cotidiano, pelas seguintes razões:

⦁ O isolamento não garante que o vírus deixará de circular e portanto possa ser considerado algo eficaz. E ainda acrescento: terá que perdurar por mais quatro meses. O que torna absolutamente imponderado e inviável.

⦁ Podemos suportar quatro meses? Quais as consequência de quatro meses isolados, e diga-se, de um isolamento debilitado, onde as pessoas saem de suas casas para adquirir produtos e de diversas formas mantêm contato com outras pessoas no mundo externo?

⦁ Na verdade devemos alertar que as consequências de um isolamento como se propõe é uma catástrofe para a própria saúde pública, que em breve não terá recursos para outras demandas que fazem parte de seu cotidiano.

⦁ O que configura até o momento não é de fato um isolamento, mas uma desaceleração nas atividades cotidiana das pessoas, e por isso não garante nenhuma eficiência em relação a contaminação pelo vírus.

⦁ O isolamento que entendo eficaz é o do grupo de risco.

⦁ Quanto ao restante da população, eu entendo que deva se expior imediatamente.

⦁ Em relação ao município, este deve dar uma resposta específica às pessoas que retornarão imediatamente às suas atividades normais, qual seja, demonstrar que ele edificou um setor de emergência para o caso de algum trabalhador, empresário, adulto jovem e outros necessitarem de fazer o uso, a certeza de que serão amparados pelo sistema de saúde.

⦁ À medida que nos expormos para adquirirmos o mais rápido possível esse novo vírus, mais curto será o isolamento de nossos idosos e pessoas vulneráveis, caindo, provavelmente, de um período de quatro a cinco meses, para um período de três meses.

9 – Se insistirmos nessa irresponsabilidade, não teremos em trinta dias como sustentar o próprio sistema de saúde porque o estado não arrecadará. Então as pessoas que precisarem do sistema de saúde por uma série de outros problemas não terão acesso. O sistema de saúde, em suas unidades, possui uma dinâmica cotidiana que será solapada com a falta de recursos. Morreremos não apenas da nova gripe, dobraremos a morte em razão de doenças comuns por absoluta falta de recursos.

9 – Essa irresponsabilidade incorrerá na impossibilidade do pagamento dos servidores públicos, seja municipal, estadual ou federal, e ainda, a impossibilidade de prestação de serviços que a população precisa, aquisição de material, pagamento de fornecedores dentre outros malefícios.

10 – É impossível fechar negócios não-essenciais sem afetar os essenciais. Essa irresponsabilidade de isolamento ineficaz trará como consequência o desabastecimento dos mercados, pois as mercadorias para chegarem aos mercados precisam ser transportadas, e, antes disso, lembro a todos vocês, as mercadorias precisam ser processadas pela indústria e pelo campo. Enfim, é uma cadeia interligada, onde todos colaboram de uma certa forma para que qualquer produto seja entregue ao consumidor final.

11- É inaceitável o que prefeitos e governadores estão fazendo.

12 – Não se concebe o trancamento de rodovias e o fechamento de aeroportos e portos.

13 – Todos os administradores públicos praticaram em maior ou menor grau suas proezas. No entanto só não fizeram o mais simples: ato de expandir de alguma forma o setor de saúde, adquirindo, ainda que em parceria com a sociedade – em especial os empresários – equipamentos médicos e hospitalares para dar tranquilidade a toda a sociedade que produz e sustenta o município, o estado e a União.

12 – Não promoveram e não esboçam este gesto de acalmar a população, pelo contrário, de forma diversa, em parceria com a imprensa midiática, têm levado a histeria e o caos a toda a sociedade. Ato este que em nada contribui.

13 – Entendo também, nesta hora em que todos devemos nos unir, inadmissível que alguns prefeitos e governadores, por questões políticas, ideológicas e também pessoais, coloquem o povo num segundo plano, ao tomarem medidas concretas que sabidamente levam ao caos.

14 – Por fim, não se admite que um grupo de pessoas, inconformadas com a vontade popular, após perderem seus privilégios, aproveitem a oportunidade para promover e gerir o caos, impondo a histeria. Registre-se, com isso vislumbrando, quem sabe, uma eventual destituição ou mesmo destruição de um governo eleito pelo povo, e desse povo tendo o apoio.

15 Se estou trabalhando? Continuo normalmente, apenas cuido muito das pessoas mais velhas da minha família, em especial a minha mãe que tem oitenta anos.

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