A calamidade financeira de MT é consequência de ignorarem a realidade

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Servidores no plenario da Assembleia
Servidores invadem plenário da Assembleia Legislativa

Salários atrasados, calamidade financeira, ameaça de greve geral. Afinal, o que está acontecendo em Mato Grosso?

Ano após ano, gestão atrás de gestão, governadores e burocratas fizeram populismo às custas do contribuinte. Para agradar uma exigente classe de funcionários públicos sedentos por “direitos e garantias”, um inchaço de cargos e salários foi conduzido nas últimas décadas.

As pessoas que passaram em concursos e assumiram cargos públicos nos últimos anos caíram num golpe. Foram contratados com uma promessa de estabilidade e aumentos contínuos que seria economicamente impossível de ser cumprida. Uma hora a conta chegaria, e chegou.

Sempre que te apresentarem uma proposta em que a recompensa é desproporcionalmente maior que o esforço a ser feito, desconfie. Isso vale para bilhetes premiados, esquemas de pirâmide e também para cargos públicos com estabilidade eterna e aumentos de salário infinitos.

Agora não adianta taxar o agronegócio, acabar com incentivos fiscais, mendigar o FEX pro governo federal, nem nada disso. Mesmo que alguma dessas medidas ajudasse a pagar as contas por agora, ano que vem o problema aumentaria, já que o setor privado, que é quem paga a conta, estaria ainda mais estrangulado.

É como se os servidores tivessem entrado na Telexfree ou qualquer outro sistema de pirâmide. É golpe. Foram vítimas de estelionato. Acreditaram numa promessa que não poderia ser cumprida, parecida com o problema da previdência, onde quem está pagando hoje não vai receber no futuro. Matemática básica.

A grande filósofa Ayn Rand dizia que “você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”. Nada mais adequado para a situação atual do nosso estado.

É inevitável se fazer uma reforma completa e é melhor que seja agora, pois o adiamento só fará aumentar o buraco e a dor.

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