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A pobre ilusão coletivista das greves estudantis

Como já de praxe todos os anos, alunos da UFMT resolveram iniciar uma paralisação estudantil, em “assembleia geral” realizada no próprio campus da universidade. Entre diversos motivos, o que mais se mostra presente é sobre o aumento do valor das refeições no restaurante universitário. Além da paralisação e protesto dos estudantes, duas coisas se mostram bem perceptíveis nesse cenário: a patrulha ideológica e o coletivismo.

A patrulha ideológica que está sendo recorrente nessa paralisação deixa claro o caráter autoritário e intolerante sobre quem diverge da opinião imposta por seus patrulheiros de plantão. Essa prática nos permite fazer uma alusão a Gramsci no quesito de dominação do meio cultural para imposição de uma hegemonia ideológica, a qual se apresenta perceptivelmente com um grande viés ligado à esquerda com sempre o mesmo discurso e juntamente com apoio de sindicatos, mostrando a concretização de um pensamento repressivo e na contramão da liberdade, o que não se mostra coerente com a ideia de um espaço “democrático”.

Com universidades sendo alvo, seria normal dizer que o fundo do poço chegou devido à dominação do meio acadêmico. Porém é fato que ideias sobre liberdade estão começando a incomodar. Nesse ponto encaixa-se perfeitamente as críticas ao coletivismo (sobreposição dos direitos coletivos aos direitos individuais), que os patrulheiros impõem sob a falácia que são democráticos.

Coletivismo este que suprime a quem eles mais afirmam defender – as minorias – que neste caso são aqueles contrários à greve, que não conseguem expor suas vozes durante os atos e acabam sendo extremamente prejudicados com atrasos no semestre e, por consequência, no prolongamento da conclusão do curso. Esse tal “bem comum” acaba se tornando uma pedra no caminho de quem apenas deseja exercer o seu direito (e dever) que é cursar e concluir o curso com excelência e no menor tempo possível a fim de entrar logo no mercado de trabalho.

Mais atual que a escritora e filósofa Ayn Rand para esse debate não há. Prova disso é a frase da mesma que refere-se à supressão de direitos devido ao coletivismo. Diz ela “O coletivismo diz que o indivíduo não tem direitos, que sua vida e trabalho pertencem ao grupo, e que o grupo pode sacrificá-lo segundo seus próprios caprichos, para seus próprios interesses”. Aplica-se essa frase na atual situação no que diz respeito ao problema que é causado a verdadeiros estudantes que desejam exercer o direito e o dever de estudar. Alternativas às ideias coletivistas ainda estão pequenas porém crescentes. É bem aparente que essas ideias estarão um dia no “mainstream” acadêmico. Parafraseando o principal autor da declaração de independência dos Estados Unidos da América, Thomas Jefferson, “o preço da liberdade é a eterna vigilância“. Cochilou, o cachimbo cai.

Desse modo, não querendo entrar na discussão econômica da problemática, tento fazer uma pequena e rápida alusão desses problemas recorrentes nas universidades públicas brasileiras que é a patrulha ideológica e seu coletivismo com as paralisações que ocorrem na UFMT. Estes mesmos problemas de patrulha ideológica e coletivismo, que são bem recorrentes em outros âmbitos da esquerda – progressistas e globalistas – buscam como alvo obter uma hegemonia cultural e ideológica. A guerra é cultural e ela já começou.

Gustavo Teixeira
Coordenador local do Students for Liberty e jovem estudante contra o coletivismo
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1 COMENTÁRIO

  1. Erro comum achar que quem faz greve é que está prejudicando a coletividade e não o motivo da greve (reitoria) que esta impedindo também a permanência de estudantes pobres na universidade. (gratuidade pra 2500 universitários não é suficiente). Se essa mídia cheia de boas palavaras fosse usada pra pressionar a reitoria, talvez o assunto já teria sido resolvido.

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