Elite do funcionalismo se recusa a colaborar e se julga imune à crise

1508

Os deputados do Partido Novo propuseram, essa semana, uma emenda à PEC do Orçamento de Guerra, que permitiria um corte de até 50% nos salários da elite do funcionalismo público, temporariamente, enquanto durar a calamidade pública por conta do coronavírus.

Imediatamente os deputados do partido passaram a receber ataques em massa orquestrados por sindicatos e associações de servidores públicos de alto escalão.

A ideia seria reduzir os salários dos funcionários públicos (incluindo os próprios políticos) em:
– 26% de quem ganha entre 6 mil e 10 mil;
– 30% de quem ganha entre 10 e 20 mil;
– 50% de quem ganha mais de 20 mil reais.

Todos os servidores da Saúde e da Segurança, além de quem ganha menos de R$ 6 mil, continuariam recebendo o salário integral.

“Emendas odiosas, nefastas, repugnantes, desastrosas, blasfêmicas, atentatórias e corrosivas”, diz uma das notas publicadas por uma entidade de alta classe em resposta à proposta.

Enquanto isso, na iniciativa privada funcionários estão sendo demitidos, empresas sem faturar nada tendo que honrar seus compromissos, profissionais liberais e autônomos proibidos de trabalhar e ganhar qualquer dinheiro, contas se acumulando, comida acabando e nenhuma previsão de se receber qualquer coisa. Quem não pôde fazer alguma poupança já está entrando em desespero total pela falta de condição para comprar comida, remédios e produtos básicos. E esta realidade vale para TODOS os integrantes da iniciativa privada. Patrões e empregados, ricos e pobres, funcionários CLT ou informais. Todos.

Mas se falar pro alto escalão do funcionalismo colaborar temporariamente um pouquinho também, “NÃO PODE! SEUS ODIOSOS!”.

É impressionante como esse povo vive em outra realidade. São a verdadeira elite econômica do nosso país. Moram em condomínios de luxo, possuem planos de saúde  caríssimos, filhos nos melhores colégios particulares, têm 60 dias de férias remuneradas sem contar feriados e pontos facultativos, verbas indenizatórias, auxílios e mordomias, e acham que estão isentos a crises econômicas e pandemias. A realidade é apenas para nós, mortais. Para eles, “direitos adquiridos”.

Gritam que “ameaçam confiscar seus salários”, esquecendo-se que seus salários só existem exclusivamente graças ao confisco que o governo faz sobre a produção do trabalhador da iniciativa privada via impostos.

Até quando vamos admitir isso? Até quando vamos sustentar esses aristocratas modernos egoístas e ingratos? Que nos prestam, em sua grande maioria, péssimos serviços.

Reduzir entre 26 e 50%, temporariamente, ainda é muito pouco. O Paulo Guedes tinha era que usar o momento de calamidade pra passar o facão geral. Acabar com estabilidade, super salários, mordomias e demitir todo mundo que não seja absolutamente essencial.

Precisamos é de menos sindicatos e entidades de classe e de mais Partido Novo!

(Você pode ver alguns dos ataques e choradeiras dos sindicatos aqui, aqui, aqui e aquiE um vídeo do deputado do Novo, Marcel Van Hattem, respondendo aos ataques aqui.)

Use Coworking

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here