segunda-feira, outubro 25, 2021
Use Coworking
InícioArtigosFundo eleitoral - o financiamento público de campanha precisa acabar

Fundo eleitoral – o financiamento público de campanha precisa acabar

Recentemente partidos políticos de tudo quanto é ideologia e tamanho vêm se articulando no congresso para aprovar um “Fundo Eleitoral” no valor de três a seis bilhões de reais para financiar suas campanhas eleitorais com dinheiro público.

Mas por que ser contra? Afinal, se os políticos não usarem dinheiro de empresários para se elegerem, não ficarão devendo favor e consequentemente não prometerão e nem articularão benefícios indevidos às empresas e empresários de mau caráter que querem levar vantagem à custa do dinheiro público. Certo?

Errado. Esse é o pensamento de muitas pessoas de bem, mas com pouco conhecimento de causa, que defendem o financiamento público. Um político mau caráter sempre vai se utilizar do poder estatal para trocar favores com empresários mau caráter, o caixa dois será mais abastecido do que nunca pelas empresas e os políticos continuarão a dever favores e a manipular pareceres, influenciar decisões, votar medidas provisórias e aprovar decretos sem isenção e sem pensar no interesse público. Ou seja, os partidos e políticos estarão cada vez mais abastecidos de dinheiro público e os serviços essenciais como saúde, educação e segurança ficarão mais carentes.

Mas por que tanto dinheiro para campanha políticas?

Para comprar votos. Infelizmente precisamos conscientizar mais e mais as pessoas para não venderem seus votos bem como denunciar candidatos que tentam comprá-los. Eles trabalham com uma porcentagem – digamos 30%. Se comprarem 1000 votos, 700 eleitores vão pegar o dinheiro e não vão votar neles; enquanto que 300 votarão. Sendo assim, quanto mais dinheiro mais votos compram e aumentam seus eleitores. É assim que funciona o ciclo da corrupção e precisamos acabar com isso também.

Tá certo, mas e o político sério que não compra votos, que tem uma vida ilibada e quer fazer uma campanha séria? Ele precisa de dinheiro para se tornar conhecido, visitar cidades, levar suas propostas e ideias para a população – ainda mais em estados com enorme logística como são a maioria dos estados brasileiros. Se não pode financiamento público de campanha e não pode doação empresarial, qual é a saída?

A saída é fazer com que partidos políticos funcionem como empresas e busquem a fidelidade de seus “clientes”. EMPRESA? COMO ASSIM?

Oras bolas, como as empresas funcionam e ganham mercado? Vendendo um bom produto, oferecendo qualidade e preço acessível ao seu cliente, fidelizando ele por sua marca, entre outras práticas comuns de mercado. Um partido deve funcionar assim, exatamente assim: se lançar no mercado, vender ideias e ideais, e também produtos, que seriam leis e ações executivas que agradem ao público.

O partido é uma empresa e os filiados são seus clientes. Cada cliente contribui mensalmente com um valor simbólico de acordo com seus rendimentos. A partir do momento em que o partido não cumprir com o que prometeu, fugir dos ideais que pregou para ganhar esse filiado e o mesmo não se sentir representado, então ele deixa de contribuir e consequentemente o partido perde mercado, quebra, acaba, vai à falência.

É assim que deve ser. O partido viverá e se financiará voltado para sua ideologia e pelo cumprimento com ideais. Não temos isso hoje em nenhum partido no Brasil exceto o Partido NOVO, que surgiu em 2015 e vem trabalhando dessa forma, dispensando dinheiro público e conquistando mercado, assim como qualquer empresa séria começa – com garra e coragem, quase sempre pequena, seguindo ideais de qualidade para um dia ser grande, porque mais importante do que dar certo é fazer do jeito certo.

Ricardo Dambros
Ricardo Dambrós é Planejador Financeiro e Patrimonial, proprietário da empresa Vida de Ouro em Cuiabá-MT.
RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisment -
Use Coworking

Most Popular

Recent Comments

TOMAZ DE AQUINO NETO SEGUNDO on A UFMT faliu, é hora de privatizar
Geane Auxiliadora Vicente de Oliveira on Quem tem compromisso com a sociedade Cuiabana?
Heitor Santana on O Cuiabano que inventou a Uber
Mariana Rodrigues on Pelo direito de ser estúpido
Leila Gonçalves on Pelo direito de ser estúpido