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Julgamento de Moro e Lula escancara o verdadeiro e absurdo funcionamento do STF

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Nosso STF está agora ocupado em julgar a suspeição do Sérgio Moro em relação aos processos contra Lula na operação Lava Jato. Gilmar Mendes e Lewandowski já votaram pela suspeição. (Suspeição = Moro não foi imparcial como deveria. Essa é a alegação da defesa do Lula.) Eu poderia explicar, discorrer sobre o tema, mas dado o momento, vou fazer melhor que isso: explicar como o Estado é uma instituição fracassada e prejudicial. Esqueçam Lula. Não é sobre ele. Não apenas. É sobre o Estado e seu funcionamento. Você sabe como funciona o STF? O STF, nosso Supremo Tribunal Federal, é o órgão máximo do Poder Judiciário. É a última instância de recurso, o chamado guardião da Constituição Federal. Qualquer cidadão comum, sendo parte em processo judicial, pode levar a discussão até o STF se entender que nele (no processo) houve infração à Constituição Federal. Certo? Certo. Agora, atenção: no caso de o Presidente da República cometer crimes comuns, é o STF o órgão competente para julgá-lo. No caso de cometer crimes de responsabilidade, quem o julga é o Senado Federal, e, nessa situação específica, presidido pelo ministro presidente do STF. Onde está o problema? Está aqui: os ministros do STF são indicados pelo Presidente da República. Ocupam o cargo de forma vitalícia. Hoje, Lula recorre ao STF com um pedido de Habeas Corpus. Não é mais o presidente, mas quem encontra por lá? Seus indicados. Edson Fachin, Carmem Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Lewandowski. Todos indicados ou por Lula, ou por Dilma (que é o mesmo que Lula). Saindo da seara Lula, para que seus fãs idólatras possam entender: Bolsonaro também fez indicação ao STF: Kassio Nunes, por enquanto. Ou seja, se for submetido a julgamento perante o STF, ou, em caso de precisar recorrer ao órgão em algum momento, terá lá também seu aliado. Aqui, no entanto, está o mais grave: nós pagamos por essa estrutura. São nossos impostos que mantém esse sistema. Sobre tudo o que você produz ou consome, está lá a sua parte para bancar não apenas o sistema, mas suas consequências. Pense comigo: a Lava Jato foi uma operação gigantesca que pela primeira vez na história da república colocou atrás das grades gente do mais alto clero: políticos e mega empresários envolvidos em corrupção com políticos. Nós pagamos a estrutura da Lava Jato. O MP, a PF, a operação. Tudo sai do bolso do cidadão comum. Agora, pagamos para anular a operação, que corre esse risco. Pagamos para que Lula fosse processado, julgado e condenado em Curitiba. E novamente pagaremos para que seja processo, julgado e condenado em Brasília. Agora pense em tudo isso em todos os níveis do Estado: municípios, estados e federação. É necessário bancar toda a estrutura do Estado, mas mais que isso: bancar as falhas e consequências dele. O Estado dá facilidades e poder em demasia para quem o controla. Você entende? Dando poderes e facilidades demais para quem o controla, surgem os casos de corrupção, desvio de verba, crimes de todo tipo envolvendo nosso dinheiro, o dinheiro “público”. E aí a gente banca as operações, as investigações, a fiscalização, os processos, as condenações, tudo. É uma estrutura precária fadada ao fracasso: o Estado é uma ilusão. As grandes operações apenas escancaram e nos fazem odiar ou idolatrar os grandes políticos, mas tudo isso está sob nossos narizes em todas as instâncias e nos mais variados órgãos. Aí você me diz: “é só colocar as pessoas certas”. É sério? São milhares de políticos em todo o Brasil. Vereadores em cada município, deputados estaduais e federais, senadores. Seus inúmeros assessores. São milhões de servidores públicos (não seja imaturo, não estou generalizando, nem te ofendendo se você é um). Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. O único caminho é a redução do Estado. O Estado não funciona. Não entrega e nunca entregou o que prometeu em Constituição. Seus mais supremos guardiões, os ministros do STF, preocupam-se em guardar e proteger políticos. Guardar e proteger eles próprios e suas lagostas, seus vinhos, champanhes e jantares. Preocupam-se em prender quem ousa os ofender. Você, que hoje comemora a provável derrota do Moro, que comemora a decisão que anulou suas sentenças e condenações ao Lula por manobra meramente PROCESSUAL e não de fatos e inocência, você, meu amigo, banca tudo isso com seus suados impostos pagos. Você não come carne porque está cara, mas eles comem lagosta às suas custas. Sentados nas suas costas. O Estado é o grande fracasso e o grande vilão. É ele que exige do cidadão comum, da dona Maria, do seu Zé, das empregadas, dos pedreiros, do preto, do pobre, os mais elevados impostos DO MUNDO, e entrega não os ‘direitos’ prometidos, mas uma mega estrutura que protege ao rei e seus amigos. E você comemora. E você pede mais. O Estado precisa ser combatido todos os dias.

Moro x Bolsonaro: o problema é muito mais embaixo

O problema não é Sérgio Moro, nem Jair Bolsonaro. O câncer no Brasil se chama sistema politico. Sistema esse que se manterá sendo nutrido pelo tamanho do estado brasileiro. Não adianta ser paladino da moral e da ética. Exemplos temos muitos em Mato Grosso. Juízes ou procuradores da República que julgam ou aplicam aos termos da lei, que deveriam ser incorruptíveis ou ilibados, ao entrarem pra política são atropelados. No Brasil essa ladainha de acabar com corrupção elegendo “mitos”, “paladinos”, “mártires”, “ilibados”, entre outros adjetivos pra tentar se criar heróis do povo nunca dará certo, pelo simples fato de que é muito dinheiro (impostos pagos) nas mãos de políticos. Some-se o poder dado a esses indivíduos, como cargos em estatais, institutos, agências de regulação e bancos. Isso sem falar os inúmeros ministérios e secretarias com estratosféricos setores pelos quais eles guerreiam para conseguir. Esses órgãos públicos – que nada mais são que poder de mando sobre a população – além de atrapalhar o desenvolvimento com geração de produtos e serviços, criam condições de corrupção. É a velha ideia do “criar dificuldade para vender facilidade”. Por isso, o problema não é Moro nem Bolsonaro. Enquanto não debatermos sobre como diminuir esse sistema, pode colocar qualquer um lá que as moedas de troca sempre existirão. O poder de incontáveis cargos públicos, os privilégios e as vendas de barreiras à livre concorrência (agências regulamentadoras; benção e autorização do estado pra se fazer qualquer coisa) vão continuar. Ainda continuo apoiando as reformas liberais prometidas pelo Bolsonaro, com Guedes à frente, mas infelizmente ele depende do sistema ainda. Portanto, enquanto houver esse sistema político, o toma-lá-da-cá vai existir. Moro deveria ter deixado a “juizite” e percebido isso quando resolveu entrar na política. O sistema brasileiro baseado em um estado inchado perpetua o problema. Esqueça que paladinos podem dar jeito nisso. O caminho é acabar com esse poder diminuindo o estado. Por isso apoie partidos que têm como ideologia acabar com esse sistema, tirando esse poder. Esqueça pessoas. A questão é ideologicamente liberal. Iniciando pelo fim do fundão eleitoral e partidário, diminuindo privilégios, acabando com cargos políticos, extinguindo as agências burocratizadoras, privatizando estatais e devolvendo poder ao cidadão, que é o único gerador de riquezas. Senão vamos continuar vendo mais e mais troca de favores, interferências, corrupção e tudo de mais nojento que só o sistema político brasileiro pode nos proporcionar.

COVID-19 e o dilema do trem: você nos trilhos e o governo na alavanca

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A maioria dos filósofos morais leigos conhecem o “dilema do trem” ou, para ser mais preciso, a classe de dilemas do trem, que procuram revelar se você tomaria uma ação deliberada e positiva que, sabe, prejudicará alguém, a fim de reduzir o dano a outros. O objetivo dessas experiências de pensamento é lançar luz sobre moralidade e intuição moral. O exemplo clássico considera se você viraria a alavanca em um trilho para mudar a trajetória de um trem que mataria três pessoas em seu curso atual para outra pista, onde mataria apenas uma. Se você aciona a alavanca, a vantagem moral é que você salvou três menos um, igual a duas vidas líquidas; a desvantagem moral é que você foi diretamente responsável por matar um homem. Quase se pode ouvir filósofos morais animados sussurrando: “Está acontecendo”. O coronavírus é o dilema do trem do século. Bem, não exatamente.

O Dilema Moral

Algumas instituições e oficiais do governo decidiram prejudicar milhões de pessoas fechando negócios, deixando os trabalhadores desempregados e separando as pessoas da família e dos amigos… na crença certa e justificada (imaginamos) que eles estão mitigando mais danos do que estão causando. Talvez estejam. Mas como podemos ter certeza? E isso realmente importa? Mais aterrorizante do que o vírus – pelo menos para esse escritor, que (verdade seja dita) é saudável e bastante otimista quanto às chances de sobreviver a um vírus que quase certamente pareceria uma gripe desagradável – na pior das hipóteses – é que as forças governamentais decidiram virar a alavanca que move os trilhos. Para sermos mais fiéis à analogia, eles parecem pensar que, ao fazer isso, salvam vidas em uma pista com o custo de apenas quebrar algumas pernas na outra. Mas o cálculo moral depende inteiramente de quantas vidas serão salvas ou poderão ser salvas (são coisas diferentes) em comparação com quantos meios de subsistência serão destruídos e outros danos causados. E a resposta a essa pergunta deve levar em conta o fato de que os meios de subsistência destruídos e outros danos levarão a algumas perdas de vidas – que podem ser muito menos visíveis do que as mortes pelo vírus. Todos sabemos por que os governos estão fazendo o que estão fazendo. Ao proibir viagens e fechar negócios, por exemplo, eles estão tentando “achatar a curva” – diminuindo o número máximo de infecções por COVID-19, na esperança de que uma fração maior daqueles que sofrem com elas possa ser tratada com sucesso. Fazer isso significa que o pico levará mais tempo para ser atingido, porém essa estratégia não reduzirá necessariamente o número total de pessoas que são infectadas ou morrem a longo prazo (embora possa). Atualmente eu estou a apenas um grau de separação das pessoas que já ficaram desempregadas e/ou desabrigadas devido ao fechamento forçado dos locais de trabalho. Se você não pode alimentar ou abrigar sua família, então no final das contas, os resultados para você e seus parentes serão piores do que a exposição ao vírus – especialmente se você e os seus forem fisicamente saudáveis. (Dados recentes da Itália sugerem que 99% de todas as mortes pelo vírus foram de pessoas que já eram doentes.) Os efeitos da pobreza e do isolamento forçados se acumularão com o tempo – e alguns deles podem aumentar de forma tão exponencial quanto a doença infecciosa que foram projetados para combater. Alguns estarão relacionados à falta de acesso a recursos materiais; outros aos efeitos psicológicos de condições sobre as quais não temos os dados. De certa forma, a reação do mundo é como a de um estudante que acabou de descobrir o utilitarismo, mas perdeu o ponto principal da aula. O utilitarismo é a filosofia moral que diz que uma ação boa ou correta é aquela que faz o bem maior para o maior número de pessoas. Um dos problemas fundamentais é ilustrado com uma pergunta simples: se podemos salvar 10 vidas matando uma pessoa e doando seus órgãos a 10 outras, não devemos fazê-lo? Há uma razão para a resposta ser “não”. No entanto, em sua resposta ao COVID-19, muitos governos estão felizes em correr o risco de provocar graves danos à saúde física e material de muitas pessoas para salvar outras. Seja você um utilitarista ou não, você deve admitir a importância fundamental da pergunta e o princípio em jogo. Antes de decidir se esse é um pedido justo a ser feito à política do governo, considere que nós nem mesmo removemos à força um único rim, de uma pessoa saudável que tem dois rins, para salvar vidas – mesmo quando isso provavelmente não terá efeitos sobre o doador compulsório. Então, por que é aceitável remover à força um emprego, um lar e um meio de subsistência de alguém para salvar a vida de outro desconhecido – especialmente quando esse outro não é vítima de um ato maligno e é livre para tomar medidas para evitar possíveis danos? A palavra-chave – a palavra moral – nessa última pergunta é, é claro, “à força”. Precisamos revisar a analogia do dilema do trem. Para ajustá-lo melhor à situação em que nos encontramos sob a ameaça do COVID-19, precisamos mencionar que as pessoas que estão nos trilhos do trem ao som da locomotiva que se aproxima não estão sem poder de ação. Todos sabem que o trem está chegando; eles podem usar quaisquer opções que tiverem para sair da pista, e a maioria (embora não todos, é preciso dizer) tem a capacidade de fazê-lo. Enquanto aqueles que têm medo de contrair o COVID-19 podem tomar precauções, as pessoas que perdem seus empregos ou casas por causa de medidas impostas pelo governo não têm voz sobre o que está acontecendo com elas. Se os restaurantes em Seattle, minha cidade natal, permanecessem abertos, ninguém seria forçado a frequentá-los e se expor ao risco intrínseco. Todos os envolvidos – proprietários, trabalhadores e clientes – teriam uma escolha nisso. Por outro lado, o funcionário de salário mínimo que é demitido ou o proprietário da empresa que não pode cobrir seus custos não tem como se proteger. E, no entanto, a maioria das pessoas está muito receptiva quanto à maneira como os governos estão agindo. É compreensível que seja assim, e a razão é simples; é que muitos de nós acreditam: “se permitirmos que as pessoas façam suas escolhas, fica mais provável que o vírus me mate”. Possivelmente. Mas a extensão em que isso é verdade depende principalmente de você. Então, que tal o seguinte para ser mais justo e proporcional? Se estou mais assustado com a certeza de perder meu sustento fechando meu restaurante ou por conta de meu empregador ter que fazer isso, então deixe-me ir ao trabalho. Se estou mais assustado com a pequena probabilidade de perder a vida comendo ou trabalhando no restaurante local, então deixe-me ficar em casa. Com certeza, as pessoas devem receber as melhores informações disponíveis para pesar e comparar esses riscos todos os dias – mas por que tiraríamos sua capacidade de fazer isso, sendo que vidas e meios de subsistência em jogo, assim como as circunstâncias de todos, são tão diferentes? Essas informações incluiriam a baixíssima probabilidade de receber tratamento quando as camas de hospital estiverem cheias – para que você fique ciente sobre o risco que estaria correndo ao ir a um local comercial como trabalhador ou cliente. Mesmo sob medidas quase draconianas (e essa não é uma palavra muito dura para uma política que provoca o desemprego de dezenas de milhares de pessoas e potencialmente as deixa desabrigadas), você provavelmente não estará recebendo cuidados quando precisar, porque pode não haver camas hospitalares suficientes disponíveis. Então, por que não dar às pessoas informações sobre todos esses fatores e riscos e deixá-las decidir por si e por seus entes queridos, incluindo seus filhos? Ao não fazer isso, estamos em uma ladeira muito escorregadia.

O Dilema do Trem e o Coronavírus, Revisitado

As projeções de pior caso para mortes por coronavírus são 3% da população. Alguém já fez as contas de quantas vidas serão perdidas por causa dos efeitos econômicos de um bloqueio durante o tempo necessário para que essa infecção se resolva, tendo em mente que quanto mais desaceleramos a taxa de infecção, mais tempo leva para atingir seu pico e mais tempo a população leva para se tornar imune? Alguém tentou pesar os últimos anos da vida de uma pessoa idosa frágil contra os meios de subsistência de famílias inteiras? Nós ao menos queremos pensar nesses termos? Se a resposta for “não”, então, voltando ao nosso dilema com o trem, como o governo poderia dizer em quais trilhos estão o número menor de pessoas, ou as pessoas menos vulneráveis – e como podem definir para qual trilho direcionar a locomotiva? Vamos fazer uma modificação final na analogia do trem de coronavírus: você não estará no controle da alavanca; o governo está fazendo isso e você é uma das pessoas no trilho. A ação do governo que você apoia provavelmente é em relação a qual trilho você entende que está preso – e isso dependerá de sua personalidade, saúde física, saúde financeira e outros fatores. Se você tem medo de contrair o vírus (talvez por ter saúde frágil, idade avançada ou propensão a ansiedade), é mais provável que tenda a apoiar o governo a mover a alavanca e destruir os meios de subsistência de outras pessoas para te proteger; se você não tem medo (talvez por ser jovem, saudável ou mais preocupado com a perda do emprego), é mais provável tender a ficar indignado com os danos intencionais aos seus próprios meios de subsistência, ou de outras pessoas, e se preocupe com as consequências de longo prazo das decisões emergenciais que estão sendo tomadas. Em outras palavras, sua preferência pode estar alinhada aos seus princípios, mas também às suas tendências. Como estamos lidando com vidas e mortes, temos o dever moral de examinar essas tendências antes de permitir que alguém mova as alavancas… especialmente porque depois que permitirmos que elas sejam movidas, você pode apostar que os encarregados vão querer movê-las novamente. Existem muitas dessas tendências em jogo. Aqui estão apenas três das grandes. O primeiro, o efeito da pseudocerteza, é muito evidente. Essa é a tendência de fazer escolhas avessas ao risco (como impedir que as pessoas se envolvam em negócios) se o resultado esperado for positivo, mas fazer escolhas pró risco (como desligar a economia) para evitar resultados negativos. O segundo é o viés do otimismo. Essa é a tendência de subestimar muito a probabilidade de resultados indesejáveis ​​(como as consequências de destruir milhares de empresas, milhões de empregos e meses de educação) e superestimar os resultados favoráveis ​​e agradáveis ​​(como reduzir o número de pessoas que pegam um vírus). O terceiro é o viés de disponibilidade. Essa é a tendência a dar muito peso aos resultados sobre os quais temos melhor informação ou entendimento (como morrer de uma doença) e muito pouco peso aos resultados sobre os quais não temos informações e não entendemos muito bem (como eu odeio ser repetitivo, as consequências de destruir milhares de empresas, milhões de empregos e meses de educação). Em relação a todos esses vieses, lembre-se de que muitas das medidas tomadas por autoridades especiais do governo para proteger vidas a curto prazo terão incontáveis consequências ​​para a saúde e vidas tanto no curto quanto no longo prazo. Mais uma vez, alguém já fez as contas – ou estamos apenas reagindo; e, se fizemos, será que já checamos nossas inclinações? Voltemos ao terceiro viés – o viés de disponibilidade. Esse é onde a tirania começa, porque faz com que o povo permita que nossos direitos civis (e constitucionais) sejam violados “para nosso próprio bem”. Em um momento de medo ou pânico, escolhemos abrir mão tanto da nossa liberdade individual (“Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”, como Benjamin Franklin disse), quanto da nossa responsabilidade individual. Você pode zombar de tudo aqui com um “para você é fácil falar” em voz baixa. E você teria toda a razão: para mim é muito fácil falar. Mas o que quero dizer é que eu – e você – deveríamos pelo menos ter uma voz já que as apostas são tão altas – e morrer de um vírus é, ainda assim, uma maneira improvável de perder a aposta. Uma voz e uma escolha, claro. A moralidade e a liberdade exigem ambas pela simples razão de que me deixar com a minha escolha não tira a sua de você e não o condena à morte. Nem mesmo chega perto. Se, por outro lado, você afastasse a voz e a escolha de mim e de todo mundo, então você deveria ser capaz de olhar nos olhos da mãe solteira que ganha salário mínimo e dizer a ela que valeu a pena ela perder o emprego para que você pudesse reduzir sua chance de morrer de uma doença que apresenta frações de ponto percentual de risco. E se pessoas como eu saem para fazer uma refeição e contraem algo desagradável, você pode zombar de mim novamente, por eu sofrer em casa já que não há camas suficientes no hospital… … Não que isso fizesse muita diferença para mim comparado a perder meu plano de saúde, meu teto, meu trabalho e minha liberdade.
(Artigo publicado originalmente em 24/03/2020 por Robin Koerner no FEE – Foundation for Economic Education. Traduzido por Edegar Belz e revisado por Paulo Henrique Grando para o ILMT.)

Elite do funcionalismo se recusa a colaborar e se julga imune à crise

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Os deputados do Partido Novo propuseram, essa semana, uma emenda à PEC do Orçamento de Guerra, que permitiria um corte de até 50% nos salários da elite do funcionalismo público, temporariamente, enquanto durar a calamidade pública por conta do coronavírus.

Imediatamente os deputados do partido passaram a receber ataques em massa orquestrados por sindicatos e associações de servidores públicos de alto escalão.

A ideia seria reduzir os salários dos funcionários públicos (incluindo os próprios políticos) em: – 26% de quem ganha entre 6 mil e 10 mil; – 30% de quem ganha entre 10 e 20 mil; – 50% de quem ganha mais de 20 mil reais.

Todos os servidores da Saúde e da Segurança, além de quem ganha menos de R$ 6 mil, continuariam recebendo o salário integral.

“Emendas odiosas, nefastas, repugnantes, desastrosas, blasfêmicas, atentatórias e corrosivas”, diz uma das notas publicadas por uma entidade de alta classe em resposta à proposta.

Enquanto isso, na iniciativa privada funcionários estão sendo demitidos, empresas sem faturar nada tendo que honrar seus compromissos, profissionais liberais e autônomos proibidos de trabalhar e ganhar qualquer dinheiro, contas se acumulando, comida acabando e nenhuma previsão de se receber qualquer coisa. Quem não pôde fazer alguma poupança já está entrando em desespero total pela falta de condição para comprar comida, remédios e produtos básicos. E esta realidade vale para TODOS os integrantes da iniciativa privada. Patrões e empregados, ricos e pobres, funcionários CLT ou informais. Todos.

Mas se falar pro alto escalão do funcionalismo colaborar temporariamente um pouquinho também, “NÃO PODE! SEUS ODIOSOS!”.

É impressionante como esse povo vive em outra realidade. São a verdadeira elite econômica do nosso país. Moram em condomínios de luxo, possuem planos de saúde  caríssimos, filhos nos melhores colégios particulares, têm 60 dias de férias remuneradas sem contar feriados e pontos facultativos, verbas indenizatórias, auxílios e mordomias, e acham que estão isentos a crises econômicas e pandemias. A realidade é apenas para nós, mortais. Para eles, “direitos adquiridos”.

Gritam que “ameaçam confiscar seus salários”, esquecendo-se que seus salários só existem exclusivamente graças ao confisco que o governo faz sobre a produção do trabalhador da iniciativa privada via impostos.

Até quando vamos admitir isso? Até quando vamos sustentar esses aristocratas modernos egoístas e ingratos? Que nos prestam, em sua grande maioria, péssimos serviços.

Reduzir entre 26 e 50%, temporariamente, ainda é muito pouco. O Paulo Guedes tinha era que usar o momento de calamidade pra passar o facão geral. Acabar com estabilidade, super salários, mordomias e demitir todo mundo que não seja absolutamente essencial.

Precisamos é de menos sindicatos e entidades de classe e de mais Partido Novo!

(Você pode ver alguns dos ataques e choradeiras dos sindicatos aqui, aqui, aqui e aquiE um vídeo do deputado do Novo, Marcel Van Hattem, respondendo aos ataques aqui.)

“Todo indivíduo importa” – o que Bolsonaro disse e a mídia não entendeu

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A frase que o presidente Jair Bolsonaro disse durante seu pronunciamento de 31/03/2020, “todo indivíduo importa“, citando o diretor-geral da OMS, tem um significado muito profundo, baseado na filosofia do individualismo, que a mídia tradicional simplesmente desconhece e por isso ficou sem entender nada.

A ideia de que “todo indivíduo importa” significa que os direitos de um indivíduo são princípios fundamentais e invioláveis em uma sociedade que pretende ser pacífica. É eticamente reprovável que se desrespeite o direito de um indivíduo em nome de um suposto “interesse coletivo”.

Segundo a filosofia do individualismo, todo indivíduo tem seus direitos naturais: Vida, Liberdade e Propriedade Privada – direitos com os quais já nasceu. Sob nenhuma hipótese um indivíduo pacífico pode ter esses direitos violados quando pretende-se viver em paz.

– Matar indivíduos pacíficos, por qualquer motivo que seja, é errado; – Escravizar indivíduos pacíficos é errado em qualquer caso; – Roubar indivíduos pacíficos é errado sempre.

No entanto, ao longo da história muitos indivíduos pacíficos, de diversas origens, foram legalmente mortos, escravizados e roubados.

No Brasil os negros tinham seus direitos naturais violados e eram escravizados em nome do interesse coletivo. Sim, a escravidão era legal e a posse de escravos era protegida por lei.

Na Alemanha nazista judeus eram perseguidos e mortos em nome de um suposto interesse coletivo – a raça pura. Os pacíficos cidadãos de Hiroshima e de Nagasaki foram mortos em nome de outro suposto interesse coletivo, que era vencer uma guerra. São infindáveis os exemplos de desrespeito aos mais básicos direitos individuais em nome de “interesses coletivos”.

Mas sabe quem define qual é o interesse do coletivo? Governantes autoritários e tiranos que se julgam donos de infinita sabedoria para saber qual é a vontade de todo um povo. Usam o discurso de “interesse coletivo” para disfarçar o desejo de controlar a sociedade.

Hoje, tempo de pânico e incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, em alguns estados e municípios do Brasil estamos vendo governantes impondo confinamentos obrigatórios sobre indivíduos pacíficos em nome do “interesse coletivo”.

São “medidas de isolamento social”, segundo eles. Na prática é prisão domiciliar. É violar um direito natural básico do indivíduo – que é o direito à sua liberdade. Liberdade de trabalhar, de buscar seu próprio sustento e sua própria felicidade.

Sim, governantes estão prendendo pessoas que não cometeram crime nenhum em nome de todos, sendo que todos não os deram essa procuração e nem teriam o direito de fazê-lo. Violar a liberdade é o mesmo que escravizar.

Mas então o que deveria ser feito em caso de pandemia?

Explicar, divulgar, alertar, incentivar que se fique em casa; investir em estrutura, hospitais, UTIs, EPIs, respiradores; fazer testes em massa; trabalhar. Mas jamais usar o monopólio do uso da força, que o estado arroga para si, para violar o direito de um cidadão pacífico – seja ele quem for.

Porque todo indivíduo importa.

Prefeitos e governadores deverão responder por sequestro, cárcere privado, roubo e morte

Algumas pessoas estão morrendo pelo Covid-19, outras o estado está cuidando da tarefa de dizimá-las, imputando a causa ao vírus. Vamos explicar o genocídio.

Os casos de pessoas infectadas pelo Covid-19 que precisam se deslocar até o serviço de saúde são na ordem de 15%. Desses, 5% precisam de cuidados em unidades de terapia intensiva. Aqui começa o problema gravíssimo que a imprensa não tem divulgado, tampouco as autoridades. Os números que informaremos encontram-se silenciados nas estatísticas. Vamos a eles. Fontes no final do texto.

A Itália, onde se registra o maior número de casos até o momento, na ordem de 80.539, com 8.165 mortes, dispõe para sua população de 0,83 leitos de UTI para cada 10.000 habitantes. Outros países Europeus seguem a mesma trilha da Itália em relação à disponibilidade de leitos: a Espanha possui 0,97; o Reino Unido 0,6; França 1,07; Portugal 0,4. Em relação à China, destacamos o número de leitos em 0,36. Devemos fazer um registro: todos esses países foram atingidos fortemente pela pandemia e adotaram isolamento de suas populações.

Por outro lado, dentre os estados europeus, o melhor controle é o da Alemanha com 36.508 registros de infectados, com 198 óbitos, disponibilizando para sua população 3,02 leitos por grupo de 10.000 habitantes. Não é de se estranhar que é o melhor desempenho na tragédia. Destaque-se também, possui uma população idosa como a italiana, ambas submetidas ao mesmo clima europeu.

Os dados europeus devem ser considerados e confrontados aos dados que temos para os Estados Unidos. Os norte-americanos possuem 3,47 leitos de UTI para cada 10.000 habitantes. O governo americano adotou medidas de isolamento, no entanto este isolamento difere de estado para estado.

Ilustrando os dados dos dois países com o maior número de casos diagnosticados: Estados Unidos e Itália. O primeiro com 81.488 casos diagnosticados, registrou óbitos de 1.178; o segundo diagnosticou 80.539, registrou 8.165 mortes. Não creio que se considerarmos como variável a população idosa Italiana determinaria essa discrepância do número de mortes, dado que essa mesma discrepância também se verifica em relação aos dados confrontados com a Alemanha.

É fato, diante do Covid-19, o acesso a respirador torna-se questão de vida ou morte para aqueles que precisam de Unidade de Terapia Intensiva. Não é de se estranhar que o cidadão italiano, espanhol ou francês não tenha a menor chance de lutar pela vida: é um equívoco conceber que os médicos escolhem os que vão morrer por falta de UTI e ventilação mecânica. O estado italiano é realmente quem se incumbiu disso. O cidadão não tem uma única chance.

O Brasil, por incrível que pareça, possui 2,67 leitos de UTI para cada 10.000 habitantes, somente não estando acima dos Estados Unidos e Alemanha.

Temos no entanto uma agravante, como todos os demais sistemas públicos de saúde, do qual não escapa o europeu e o canadense: trabalhamos com 95% da capacidade total, e isso é um problema grave. Nessa situação é necessária uma resposta rápida. É justamente o que os estados se revelam absolutamente incapazes, por não dizer criminosos.

Prosseguindo na realidade brasileira, questionamos: Sabendo da pandemia e dos problemas inerentes a ela, o mês de fevereiro deveria ter sido crucial para implementação de um plano de ação com edificação de hospitais de campanha e instalações de UTIs. Tomamos essa providência? Não. Estados e Municípios tiveram como prioridade o carnaval. O vírus já estava entre nós e eles permitiram a sua disseminação. Em outras palavras, foram omissos.

Nada fizeram no mês de fevereiro, pergunto novamente: o que tem sido feito no mês de março para enfrentar o problema? Respondo: Em relação a providências médico-hospitalares, os estados e municípios absolutamente nada fizeram.

Algum leito de UTI foi adquirido pelo seu município, caro leitor? Não. E o que estão a fazer? Respondo: estão numa tentativa vã de sequestrar pessoas, famílias e confiná-las em cárcere privado. Se tudo der errado – e vai dar errado como foi o caso europeu – a culpa será creditada à população, que não aceitou ser presa sem ter cometido crime.

Registre-se ainda, um leito de UTI completo não ultrapassa a R$ 250.000,00. Não obstante, o fundo eleitoral custa ao povo brasileiro 3 bilhões de reais, valor suficiente para adquirir 12.000 leitos de UTI. Seria um acréscimo 21,81% em nossa capacidade de atendimento. Mas os governadores, prefeitos e políticos em geral preferiram sangrar o governo federal com o gasto de mais 85 bilhões para sanar o problema da pandemia, que não se traduz em medidas concretas e que, acaso cheguem, será tardiamente, depois de termos sangrado.

O total de leitos no país é de 55.000. Desse total, informa a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), o Brasil dispõe de 14.800 leitos adultos no sistema público de saúde. Ainda segundo a entidade, um acréscimo de 2.960 novos leitos seriam suficientes para garantir os tratamentos das pessoas acometidas pelas consequências do Covid-19.

Os dados acima são reveladores e devem ser considerados como forma de alerta para todos os governadores e prefeitos. A configurar o mesmo destino europeu, ao final da epidemia, pela inequívoca omissão e, à medida de suas culpas, deverão responder pelo crime de genocídio contra a própria população.

Em relação a Rondonópolis, entendo eu que os responsáveis pela administração do município deverão responder pelos prejuízos materiais e econômicos causados a trabalhadores e empresários, arcando inclusive com encargos sociais junto à união, sem o prejuízo de responder penalmente pelas mortes que ocorrerão decorrentes de sua omissão.

As pessoas poderiam estar em suas atividades normais, e ter a paz e tranquilidade necessária para, acaso precisassem de atendimento hospitalar, ter a certeza de que terão uma chance. Mas isso não se vislumbra, a única certeza que se tem, e torna-se uma verdade de razão, é que morrerão pensando ser de Covid-19, quando é justamente pelas mãos do estado.

As UTIS salvam pessoas e o custo é infinitamente menor, mas preferem o caminho cruel, da morte, do roubo e da pilhagem. Deverão responder futuramente por tudo isso.

(Os dados acima foram obtidos junto à Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB); Ministério da Saúde; Jornal O Estado de Minas; e Revista Veja.)

15 fatores que mostram como a histeria não ajuda a enfrentar o coronavírus

Se eu tenho medo de eventualmente ser contaminado? Bem, é por isso que estou aqui para lhe falar:

1 – Esse vírus todos nós nos contaminaremos. Ou seja, toda a população terá o contato com o vírus mais cedo ou mais tarde pela capacidade e velocidade de contaminação do vírus. Alguns manifestarão a doença, muitos não. A capacidade e velocidade de contaminação varia de um vírus para outro.

2 – Certamente eu me contaminarei como todos os brasileiros, apenas estou sujeito a um maior risco pela proximidade de completar sessenta anos.

3 – O que podemos fazer? Podemos parar tudo e ficarmos em casa, isolados? Isso se revela eficiente? Não. O vírus está circulando e a capacidade de contágio é extremamente rápida. Não é possível isolar toda a população. As pessoas de alguma forma se expõem ao saírem para adquirir alimentos, e uma vez ao retornarem às suas casas disseminam de forma eficaz a gripe.

4 – Por outro lado nós podemos tomar providências pontuais, entre as quais envolve o isolamento da população de risco. População de risco é aquela que envolve idosos e pessoas com enfermidades que debilitam o sistema imunológico.

5 – Como seria esse isolamento:

• Primeiro, caberia à própria família isolar seus idosos e demais pessoas do grupo de risco, tomando medidas efetivas para evitar o contato com o núcleo familiar. Para isso, orientação pelas mídias sociais e televisão, informando em relação a alguns procedimentos de isolamento, dentre os quais destacamos medidas como assepsia, com uso de produtos como sabão, e outras formas de higienização dos pertences pessoais e alimentares da pessoa vulnerável. Restringindo, inclusive, a sua exposição aos membros da família. Tais orientações são passadas por especialistas pelos meios acessíveis a todos.

• Segundo, em relação às pessoas que não possuem a estrutura familiar para proceder este isolamento e os procedimentos inerentes, ficaria a cargo do município, através de sua secretaria de saúde e assistência social, tomar as providências de proteção, seja se deslocando até a moradia, ou ainda, encontrando um espaço físico para essa finalidade específica.

Em suma, todo os esforços serão mais eficientes se limitarmos o isolamento a um grupo de pessoas que a toda a sociedade.

6 – Deve somar-se a esta medida a aquisição e o aumento de alguns equipamentos necessários em uma UTI, destacadamente o ventilador mecânico, leitos e eventualmente a convocação, se necessário, de médicos da cidade para atuarem.

7 – Essas unidades de emergência podem e devem ser edificadas em grandes espaços públicos, dentre eles o prédio da Universidade Federal, ou outro a ser indicado como melhor apropriado para o evento, devendo ser envidado um grande esforço na sua construção para que se opere em no máximo sete dias.

8 – Quanto às demais pessoas que não pertencem ao grupo de risco, eu entendo que devam imediatamente retornar ao seu cotidiano, pelas seguintes razões:

⦁ O isolamento não garante que o vírus deixará de circular e portanto possa ser considerado algo eficaz. E ainda acrescento: terá que perdurar por mais quatro meses. O que torna absolutamente imponderado e inviável.

⦁ Podemos suportar quatro meses? Quais as consequência de quatro meses isolados, e diga-se, de um isolamento debilitado, onde as pessoas saem de suas casas para adquirir produtos e de diversas formas mantêm contato com outras pessoas no mundo externo?

⦁ Na verdade devemos alertar que as consequências de um isolamento como se propõe é uma catástrofe para a própria saúde pública, que em breve não terá recursos para outras demandas que fazem parte de seu cotidiano.

⦁ O que configura até o momento não é de fato um isolamento, mas uma desaceleração nas atividades cotidiana das pessoas, e por isso não garante nenhuma eficiência em relação a contaminação pelo vírus.

⦁ O isolamento que entendo eficaz é o do grupo de risco.

⦁ Quanto ao restante da população, eu entendo que deva se expior imediatamente.

⦁ Em relação ao município, este deve dar uma resposta específica às pessoas que retornarão imediatamente às suas atividades normais, qual seja, demonstrar que ele edificou um setor de emergência para o caso de algum trabalhador, empresário, adulto jovem e outros necessitarem de fazer o uso, a certeza de que serão amparados pelo sistema de saúde.

⦁ À medida que nos expormos para adquirirmos o mais rápido possível esse novo vírus, mais curto será o isolamento de nossos idosos e pessoas vulneráveis, caindo, provavelmente, de um período de quatro a cinco meses, para um período de três meses.

9 – Se insistirmos nessa irresponsabilidade, não teremos em trinta dias como sustentar o próprio sistema de saúde porque o estado não arrecadará. Então as pessoas que precisarem do sistema de saúde por uma série de outros problemas não terão acesso. O sistema de saúde, em suas unidades, possui uma dinâmica cotidiana que será solapada com a falta de recursos. Morreremos não apenas da nova gripe, dobraremos a morte em razão de doenças comuns por absoluta falta de recursos.

9 – Essa irresponsabilidade incorrerá na impossibilidade do pagamento dos servidores públicos, seja municipal, estadual ou federal, e ainda, a impossibilidade de prestação de serviços que a população precisa, aquisição de material, pagamento de fornecedores dentre outros malefícios.

10 – É impossível fechar negócios não-essenciais sem afetar os essenciais. Essa irresponsabilidade de isolamento ineficaz trará como consequência o desabastecimento dos mercados, pois as mercadorias para chegarem aos mercados precisam ser transportadas, e, antes disso, lembro a todos vocês, as mercadorias precisam ser processadas pela indústria e pelo campo. Enfim, é uma cadeia interligada, onde todos colaboram de uma certa forma para que qualquer produto seja entregue ao consumidor final.

11- É inaceitável o que prefeitos e governadores estão fazendo.

12 – Não se concebe o trancamento de rodovias e o fechamento de aeroportos e portos.

13 – Todos os administradores públicos praticaram em maior ou menor grau suas proezas. No entanto só não fizeram o mais simples: ato de expandir de alguma forma o setor de saúde, adquirindo, ainda que em parceria com a sociedade – em especial os empresários – equipamentos médicos e hospitalares para dar tranquilidade a toda a sociedade que produz e sustenta o município, o estado e a União.

12 – Não promoveram e não esboçam este gesto de acalmar a população, pelo contrário, de forma diversa, em parceria com a imprensa midiática, têm levado a histeria e o caos a toda a sociedade. Ato este que em nada contribui.

13 – Entendo também, nesta hora em que todos devemos nos unir, inadmissível que alguns prefeitos e governadores, por questões políticas, ideológicas e também pessoais, coloquem o povo num segundo plano, ao tomarem medidas concretas que sabidamente levam ao caos.

14 – Por fim, não se admite que um grupo de pessoas, inconformadas com a vontade popular, após perderem seus privilégios, aproveitem a oportunidade para promover e gerir o caos, impondo a histeria. Registre-se, com isso vislumbrando, quem sabe, uma eventual destituição ou mesmo destruição de um governo eleito pelo povo, e desse povo tendo o apoio.

15 Se estou trabalhando? Continuo normalmente, apenas cuido muito das pessoas mais velhas da minha família, em especial a minha mãe que tem oitenta anos.

Corona Vírus, Platão e Liberdade

O que o Corona Vírus, uma doença que surgiu na China no fim de 2019, tem a ver com Platão, um Grego de viveu há quase 2.500 anos atrás? O Mito da Caverna!

Se você não o conhece, dê uma olhada nesse vídeo, é rápido e ficará mais fácil entender o que vem a seguir.

Estamos presos, enclausurados em uma caverna que é o nosso medo. E o medo foi criado por essa doença que veio se espalhando pelo mundo e matando pessoas. Nossa única visão do mundo exterior são as imagens projetadas em nossas casas/cavernas pelos meios de comunicação em massa, que nos oferecem uma perspectiva reforçadora do nosso medo de sair e viver nossas vidas.

Os meios de comunicação em massa não estão inventando o que estão divulgando. Tudo aquilo existe mesmo, mas certamente está sendo filtrado e, provavelmente, em muitos casos, distorcido, aumentado, torcido de forma para só vermos uma parte da realidade. E essa parte assusta bastante!

Mas precisamos parar por um momento e nos perguntar: será isso mesmo, será só isso, não há mais nada? Um Deputado Estadual do Rio Grande do Sul (o Fábio Ostermann) me ensinou a colocar três questões muito interessantes em certas situações: “Quem sai ganhando, quem sai perdendo, e quem paga a conta?

O que sei, por enquanto, é que se continuarmos TODOS em nossas cavernas do medo por muito mais tempo, logo não teremos mais uma sociedade da maneira como conhecíamos até pouco tempo atrás. O padeiro não fará o pão porque a farinha não chegou, porque o distribuidor não a recebeu, porque o transportador não entregou, porque o moinho não tinha o trigo para moer, porque o produtor não colheu, porque não tinha o fertilizante para plantar… E o fertilizante não chegou porque vinha da China.

Enquanto isso, não foram apenas sistemas de saúde no mundo que colapsaram. Colapsaram as bolsas de valores, empresas grandes e pequenas (das companhias aéreas ao vendedor de salgadinho na porta de uma construção civil), e se não reagirmos logo, vão colapsar economias inteiras no mundo.

Mas percebem que a China parou por muito pouco tempo e já retomou suas indústrias a todo vapor? E voltou rapidamente a fabricar insumos e produtos manufaturados enquanto o mundo continua parado? Então, quem vai ser o grande fornecedor de tudo daqui pra frente?

Existe um outro aspecto: quem está tomando o comando do curso de todas as nossas vidas enquanto tudo isso acontece? Os governos estão! Ao decretar tudo o que podemos e não podemos fazer, onde podemos ou não ir, ao nos prometerem a salvação física (da doença) e financeira. Esta última através de um remédio amargo, a injeção de uma quantidade nunca vista de dinheiro na economia, criada “do nada”.

Há duas questões necessárias que muitos não estão enxergando: de onde saiu inicialmente esse dinheiro? Quem decidirá para onde ele vai?

Esse dinheiro, saiu originalmente do meu bolso e do seu. Nós, os reais motores da economia, que geramos riqueza e pagamos impostos, o meio de financiar os governos. E os governos são quem vão escolher para onde vai o dinheiro, com critérios que, convenhamos, conhecendo os políticos como conhecemos já há bastante tempo, sabemos que não são nem de longe os melhores. Então, lembre-se das três perguntas do Fábio Ostermann.

Como sabemos há algum tempo, existe um grupo muito específico e bem conhecido de pessoas que são mais suscetíveis a sofrer consequências graves da infecção pelo COVID-19. E eu sei que não estou nesse grupo. Então hoje, vou tomar coragem e sair da caverna. Vou ver o mundo lá fora com meus próprios olhos e convido a todos que não fazem parte do grupo de risco a fazerem o mesmo. Pois já disseram que “a vida precisa é de coragem” (desconheço o autor).

Vou retomar minha vida e minha rotina. Cortar o cabelo, fazer a barba (o barbeiro precisa faturar), vou consumir, vou trabalhar, vou produzir, porque o meu mundo, o nosso mundo, não pode parar. Isso se chama “lockdown vertical“. Pesquise sobre e estou certo que irá se surpreender.

Finalizo citando Fernando Pessoa: “Navegar é preciso. Viver, não é preciso” (entendedores entenderão)…

Ps.: Uma curiosidade: Sócrates, de quem Platão foi discípulo, foi morto pelo Estado sob a acusação de “perverter” a juventude por meio de suas aulas e discursos nas praças, em que colocava as pessoas para questionar tudo à sua volta.

Coréia do Sul preservou a sociedade aberta e agora as taxas de infecção estão caindo

Qual é a melhor maneira para lidar com uma pandemia: quarentenas impostas pelo estado de acordo com a geografia ou manter a sociedade aberta enquanto confia em profissionais médicos, indivíduos, famílias e comunidades para tomar decisões inteligentes?

Há um mês essa pergunta teria sido puramente hipotética, mas a resposta nos Estados Unidos seria óbvia. Afinal, este é um país baseado em leis, com uma Declaração de Direitos, limites ao poder do Estado e uma confiança essencial na liberdade. Certo?

Como as coisas mudam em uma crise. Prefeitos e governadores de todo o país estão impondo quarentenas, não porque elas funcionem, mas porque não querem ser responsabilizados por não agir. Então, vamos considerar a questão essencial: o que funciona?

A Coréia do Sul registrou uma diminuição constante de novos casos de coronavírus na segunda metade da semana passada [02 a 08/03/2020]. O país teve o quarto maior número de casos no mundo. Não houve quarentenas geográficas impostas por guardas armados. Em vez disso, o único foco era testar amplamente e isolar os doentes.

Após a média de mais de 500 novos casos por dia até a última semana de fevereiro, entre sexta e domingo [06 a 08/03] os totais diários somaram 438, 367 e 248, respectivamente, de acordo com o Centro de Controle de Doenças da Coréia.

Como é que, sem mobilizar as forças armadas ou impor quarentena generalizada e forçada, a disseminação de coronavírus na Coréia do Sul parece estar diminuindo? Na verdade, há uma pergunta melhor: por que os EUA deveriam copiar a China e não a Coréia do Sul?

Os Estados Unidos atualmente estão no auge de um processo eleitoral e invocações arrogantes da Constituição e da Declaração de Independência são recorrentes (embora nem sempre coerentes). É claro, falar não custa caro – e custa mais barato ainda quando se trata de políticos. É em tempos de crise que a veracidade do compromisso de alguém com a liberdade e os direitos humanos é revelada. A diferença entre os EUA e a China é que a China não tem pretensão de reverência pela liberdade, nem pela inviolabilidade dos direitos individuais.

A Coréia do Sul está valorizando os direitos de propriedade privada para impedir a propagação do vírus, com os proprietários de edifícios afixando sinais de “sem máscara, sem entrada” e forçando seu cumprimento (imagine quantos americanos reagiriam a serem impedidos de entrar ou terem recusado o serviço de um local preferido, a critério exclusivo do proprietário).

Estações de teste drive-thru foram criadas em todo o país, através das quais os indivíduos, após um teste de dez minutos, são notificados em poucas horas se estão infectados. Um aplicativo de telefone de autodiagnóstico voluntário foi criado nos estágios iniciais da pandemia e centros de tratamento foram criados com o espírito de “quarentena suave”.

Principalmente, porém, os sul-coreanos estão agindo com base em sua experiência com a pandemia do H1N1 em 2009: eles estão lavando as mãos com frequência, fazendo um esforço para não tocar em seus rostos, usando máscaras e distanciamento social na medida do possível. O alto nível de acesso pessoal à tecnologia na Coréia do Sul torna o distanciamento extremamente praticável, dada a onipresença das telecomunicações por vídeo e outras tecnologias desse tipo.

Contraste isso com os desdobramentos nos poucos dias desde que a Itália colocou todo o país em quarentena. Os casos ativos aumentaram de 5.000 a 6.000 para mais de 8.500. As mortes por coronavírus aumentaram nesse mesmo período, de 366 para 631 (todos números de 10 de março).

É verdade que certos aspectos do manejo do surto pela Coréia do Sul violam direitos individuais, principalmente no que diz respeito à privacidade. O uso da vigilância por câmera e o rastreamento do telefone celular e da atividade bancária de indivíduos provavelmente infectados violam totalmente quaisquer princípios marginalmente liberais.

Mas o ponto predominante é que, com um toque muito mais suave – muito mais respeitoso com o cidadão do que em qualquer outro lugar, incluindo nosso próprio suposto bastião da liberdade -, o governo sul-coreano obteve resultados superiores às medidas autoritárias mais pesadas da China, Itália, EUA e praticamente todas as outras nações afetadas.

Praticando o que se prega

O vice-ministro da Saúde, Kim Gang-Lip, resumiu a premissa subjacente à abordagem do governo sul-coreano para impedir a disseminação do coronavírus: “Sem prejudicar o princípio de uma sociedade transparente e aberta, recomendamos um sistema de resposta que combine a participação pública voluntária com aplicativos criativos de tecnologia avançada.”

Enquanto a disseminação global do vírus ainda está se desenrolando e o surgimento de novas cepas pode colocar areia no mecanismo de política pública de Seul, atualmente os resultados falam por si.

Toda ação governamental que reduz a liberdade sob qualquer perspectiva gera custos, sejam elas praticadas em circunstâncias calamitosas ou ideais. A liberdade não é uma ideia apenas para os momentos fáceis. Adoramos e defendemos a liberdade porque funciona, em tempos normais ou em tempos de crise.

A rápida decisão entre a maioria dos países de mobilizar suas forças armadas, forçar o isolamento de comunidades, pressionar as empresas a diminuir seus serviços e paralisar o deslocamento individual revela precisamente o que suspeitávamos, mas não tínhamos certeza sobre nossas classes dominantes. Nossas liberdades são descartáveis quando essas mesmas classes dizem que são.

(Artigo publicado originalmente em 12/03/2020 por Peter C. Earle no AIER – American Institute for Economic Research. Traduzido por Paulo Henrique Grando e revisado por Douglas Gonzaga para o ILMT.)

Eduardo Bolsonaro tem razão em dizer que a culpa é do governo comunista chinês

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O Eduardo Bolsonaro se envolveu numa polêmica por causa de uma postagem do Rodrigo da Silva que ele compartilhou no Twitter sobre o governo chinês.

A postagem do Rodrigo da Silva é ótima! O título é “A culpa pela pandemia de Coronavírus no mundo tem nome e sobrenome. É do Partido Comunista Chinês.” Quem ainda não leu, pare tudo e leia aqui. Ele apresenta 25 matérias da mídia internacional que demonstram a total negligência e irresponsabilidade do partido comunista chinês diante da ameaça de epidemia.

Agora a mídia e grupos de interesse estão atacando o Bolsonarinho, sugerindo que ele causou uma crise diplomática entre Brasil e China. Vamos lá…

O Paul Joseph Watson falou esses dias no seu canal no You Tube (e traduzido pelos Tradutores de Direita aqui):

“O fato de que o coronavírus está sendo politicamente explorado é incontestável. Trump assumiu a posição de que ele acha que a histeria está exagerada. Então, a mídia assume automaticamente a narrativa oposta. Se o Trump tivesse enfatizado a ameaça do coronavírus, a mídia iria chamá-lo de histérico e acusá-lo de planejar cancelar a eleição. O que quer que Trump faça, eles defendem o oposto.”

Agora, substitua “Trump” por “(família) Bolsonaro” e temos a mesma situação aqui no Brasil.

Eduardo Bolsonaro é um parlamentar, tanto quanto o Kim Kataguiri, o Marcel Van Hattem ou qualquer um dos outros 510 deputados. Parlamentar é quem é membro do parlamento. A palavra parlamento vem do francês “parler” que significa “falar” ou “discursar”. Portanto a primeira função de um parlamentar é falar. É dever dele falar o que pensa enquanto representante de uma parcela da população.

Tanto o Eduardo Bolsonaro quanto o Kim Kataguiri criticaram o governo chinês pela questão do coronavírus. O Kim até com mais força. Ambos têm razão em seus argumentos.

MBL China

Essa história que um pode mas o outro não pode porque é presidente de comissão é papo furado. Comissões são organizações internas da Câmara e não têm função diplomática nenhuma. Zero. Quem tem função diplomática é o Ministro das Relações Exteriores. Tentar separar os posicionamentos do Kim e do Eduardo por esse fato é puro relativismo moral.

O que é certo é certo. O que o Eduardo Bolsonaro falou foi uma verdade. Relativizar a verdade por interesses de uns ou de outros é o que nos levou ao caos que vivemos hoje.

Está muito claro que há um movimento para derrubada ao Bolsonaro, que grupos como o MBL aderiram (não vou postar o link para o vídeo do presidente do MBL esculachando o Eduardo e defendendo a China para poupar o leitor de passar raiva – quem tiver interesse que procure por si só).

Adotaram a estratégia da mídia: o que quer que o (a família) Bolsonaro fizer, devemos criticar. Agora estão reprimindo o parlamentar com o argumento de que a verdade dita por ele “pode causar um estremecimento no comércio entre Brasil e China, e que a China pode parar de comprar nossa soja e comprometer nosso agronegócio”.

Ora, reprimir um parlamentar por acusar um “cliente” de ter nos causado um grande mal é como reprimir uma funcionária que é estuprada e agredida por seu patrão, e ainda infectada por um vírus letal, de se manifestar contra o agressor com um argumento tipo “ei, cuidado, vc não pode criticar seu patrão porque é ele que paga seu salário”. Isso é insanidade total!

Como o Kim Kataguiri muito bem apresentou na arte dele, já foram 5 grandes doenças que o Partido Comunista Chinês espalhou pelo mundo, até chegarmos aqui. Olha o caos na saúde que estamos enfrentando. A quantidade de mortes. Veja a crise mundial. Alguém ainda acha que as exportações para a China valem isso tudo? Vamos ficar quietos em prol do comércio com eles? Vamos esperar calados a próxima pandemia causada pelo regime comunista chinês??

A verdade precisa ser dita, e não relativizada. Estão certos o Eduardo, o Kim, o Rodrigo e qualquer um com coragem de escancarar tudo aquilo que a grande mídia vendida faz questão de esconder – que o comunismo ainda é o grande mal dos nossos tempos.

Leitura relacionada: A pandemia tem um culpado – a China