Julgamento de Moro e Lula escancara o verdadeiro e absurdo funcionamento do STF

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Nosso STF está agora ocupado em julgar a suspeição do Sérgio Moro em relação aos processos contra Lula na operação Lava Jato. Gilmar Mendes e Lewandowski já votaram pela suspeição.

(Suspeição = Moro não foi imparcial como deveria. Essa é a alegação da defesa do Lula.)

Eu poderia explicar, discorrer sobre o tema, mas dado o momento, vou fazer melhor que isso: explicar como o Estado é uma instituição fracassada e prejudicial. Esqueçam Lula. Não é sobre ele. Não apenas. É sobre o Estado e seu funcionamento.

Você sabe como funciona o STF?

O STF, nosso Supremo Tribunal Federal, é o órgão máximo do Poder Judiciário. É a última instância de recurso, o chamado guardião da Constituição Federal. Qualquer cidadão comum, sendo parte em processo judicial, pode levar a discussão até o STF se entender que nele (no processo) houve infração à Constituição Federal. Certo? Certo.

Agora, atenção: no caso de o Presidente da República cometer crimes comuns, é o STF o órgão competente para julgá-lo. No caso de cometer crimes de responsabilidade, quem o julga é o Senado Federal, e, nessa situação específica, presidido pelo ministro presidente do STF. Onde está o problema?

Está aqui: os ministros do STF são indicados pelo Presidente da República. Ocupam o cargo de forma vitalícia. Hoje, Lula recorre ao STF com um pedido de Habeas Corpus. Não é mais o presidente, mas quem encontra por lá? Seus indicados. Edson Fachin, Carmem Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Lewandowski. Todos indicados ou por Lula, ou por Dilma (que é o mesmo que Lula).

Saindo da seara Lula, para que seus fãs idólatras possam entender: Bolsonaro também fez indicação ao STF: Kassio Nunes, por enquanto. Ou seja, se for submetido a julgamento perante o STF, ou, em caso de precisar recorrer ao órgão em algum momento, terá lá também seu aliado.

Aqui, no entanto, está o mais grave: nós pagamos por essa estrutura. São nossos impostos que mantém esse sistema. Sobre tudo o que você produz ou consome, está lá a sua parte para bancar não apenas o sistema, mas suas consequências.

Pense comigo: a Lava Jato foi uma operação gigantesca que pela primeira vez na história da república colocou atrás das grades gente do mais alto clero: políticos e mega empresários envolvidos em corrupção com políticos.

Nós pagamos a estrutura da Lava Jato. O MP, a PF, a operação. Tudo sai do bolso do cidadão comum. Agora, pagamos para anular a operação, que corre esse risco. Pagamos para que Lula fosse processado, julgado e condenado em Curitiba. E novamente pagaremos para que seja processo, julgado e condenado em Brasília.

Agora pense em tudo isso em todos os níveis do Estado: municípios, estados e federação. É necessário bancar toda a estrutura do Estado, mas mais que isso: bancar as falhas e consequências dele.

O Estado dá facilidades e poder em demasia para quem o controla. Você entende?

Dando poderes e facilidades demais para quem o controla, surgem os casos de corrupção, desvio de verba, crimes de todo tipo envolvendo nosso dinheiro, o dinheiro “público”. E aí a gente banca as operações, as investigações, a fiscalização, os processos, as condenações, tudo.

É uma estrutura precária fadada ao fracasso: o Estado é uma ilusão.

As grandes operações apenas escancaram e nos fazem odiar ou idolatrar os grandes políticos, mas tudo isso está sob nossos narizes em todas as instâncias e nos mais variados órgãos.

Aí você me diz: “é só colocar as pessoas certas”. É sério?

São milhares de políticos em todo o Brasil. Vereadores em cada município, deputados estaduais e federais, senadores. Seus inúmeros assessores. São milhões de servidores públicos (não seja imaturo, não estou generalizando, nem te ofendendo se você é um).
Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.

O único caminho é a redução do Estado. O Estado não funciona. Não entrega e nunca entregou o que prometeu em Constituição. Seus mais supremos guardiões, os ministros do STF, preocupam-se em guardar e proteger políticos. Guardar e proteger eles próprios e suas lagostas, seus vinhos, champanhes e jantares. Preocupam-se em prender quem ousa os ofender.

Você, que hoje comemora a provável derrota do Moro, que comemora a decisão que anulou suas sentenças e condenações ao Lula por manobra meramente PROCESSUAL e não de fatos e inocência, você, meu amigo, banca tudo isso com seus suados impostos pagos.

Você não come carne porque está cara, mas eles comem lagosta às suas custas. Sentados nas suas costas.

O Estado é o grande fracasso e o grande vilão. É ele que exige do cidadão comum, da dona Maria, do seu Zé, das empregadas, dos pedreiros, do preto, do pobre, os mais elevados impostos DO MUNDO, e entrega não os ‘direitos’ prometidos, mas uma mega estrutura que protege ao rei e seus amigos.

E você comemora. E você pede mais.

O Estado precisa ser combatido todos os dias.

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