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Manifesto Margaret 30 – o Partido Novo sob ataque interno

Nesta última semana de 2018 um grupo de 56 filiados do Partido Novo, que se identificam como “liberais conservadores”, lançaram o Manifesto Margaret 30, com uma série de ataques à maneira como o partido vem sendo conduzido. Pedem, entre outras coisas, mais democracia, mais voz ativa, menos progressismo e menos coletivismo.

Sim, há muitos filiados esquerdistas dentro do partido, inclusive em cargos de direção, que realmente defendem algumas pautas coletivistas, progressistas e globalistas. Isso incomoda muito. Mas o estatuto atual já oferece ferramentas suficientes para combatermos estas pragas.

Vamos à análise ponto-a-ponto do manifesto:

PARTE I

1. DEMOCRACIA NA FORMAÇÃO DOS DIRETÓRIOS

É fria. Sabemos que a mentalidade coletivista e anticapitalista ainda é dominante em nossa sociedade e isso não é muito diferente entre filiados do partido, já que não há processo seletivo para filiados. Instituir voto direto é pedir para entregar o partido para esquerdistas. (Ou para conservadores autoritários!)

2. DIRETÓRIOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS COM VOZ ATIVA

Uma boa ideia, desde que não seja atendido o item 1. Realmente é necessário que cada diretório tome suas decisões baseado na realidade local. Mas isto, atrelado à eleição da diretoria por voto direto, significará que qualquer pessoa com velhas ideias poderá tomar decisões importantes – o que poderia comprometer seriamente todo o trabalho do partido.

3. DEMOCRACIA NA RELAÇÃO ENTRE FILIADO E DIRETÓRIOS

Os autores do manifesto talvez não entenderam bem o espírito do partido. Os princípios do Novo, de defesa da liberdade, são fixos e não estão sujeitos a qualquer discussão “democrática”. A liberdade, neste caso, está em poder escolher entre defender os princípios liberais do Novo ou mudar de partido.

4. PRÉVIAS PARA CANDIDATOS A PRESIDENTE, GOVERNADOR, PREFEITO E SENADOR

Outra ideia ruim. Qualquer pessoa pode se filiar ao partido atualmente. Deixar que todos os filiados votem para escolher os candidatos é tão ruim quanto votar para escolher a diretoria, pelos mesmos motivos.

5. MELHORIAS NO PROCESSO SELETIVO PARA DEPUTADOS E VEREADORES

Atualmente candidatos de um estado são sabatinados por diretórios de outros estados, justamente para haver neutralidade na escolha. Mudar isso aumentaria muito as chances de escolha por compadrio, exatamente como acontece em qualquer outro partido.

PARTE II

1.SOMOS A FAVOR DO LIBERALISMO ALIADO AO CONSERVADORISMO
(CONTRA TODAS AS FORMAS DE SOCIALISMO)

Bobagem. A liberdade permite tanto os valores ditos “progressistas” quanto os conservadores. Na verdade estes termos dizem mais sobre comportamento individual do que organização da sociedade. Por exemplo, casamento gay e descriminalização das drogas são consideradas (por muitos) pautas anti conservadoras e, mesmo assim, não possuem nada de coletivistas – pelo contrário – estão completamente de acordo com os princípios de liberdade e responsabilidade individual que o partido preza.

2. SOMOS A FAVOR DE CANDIDATURAS SEM VIÉS COLETIVISTA-PROGRESSISTA

De acordo. Ideias coletivistas ou autoritárias realmente devem ser combatidas pelo Novo. O absurdo gasto de recursos públicos no combate às drogas é um bom exemplo de coletivismo e autoritarismo que deve ser combatido.

3. SOMOS A FAVOR DO DEBATE NA PERSPECTIVA LIBERAL CLÁSSICA E CONSERVADORA

De acordo. No entanto, como já exposto, progressismo e conservadorismo podem bem andar juntos, por se tratarem muito mais de costumes individuais do que de políticas de estado.

4. SOMOS A FAVOR QUE O NOVO SEJA O BRAÇO POLÍTICO DE UMA GERAÇÃO

O Novo de forma alguma pode se render ao populismo. Se aproximar de grupos e movimentos apenas por serem populares vai contra os princípios do partido. A defesa das liberdades individuais e do capitalismo deve ser princípio básico. Temos que levar nossas ideias às pessoas e mostrar pra elas que estamos certos, e não adaptarmos nossas ideias ao que elas querem ouvir. Nossa missão é mudar a Janela de Overton e não nos ajustarmos a ela.

5. SOMOS A FAVOR DA GLOBALIZAÇÃO, MAS CONTRA O GLOBALISMO

100% de acordo.

Edegar Belz
Analista de Sistemas com MBA em Finanças pela UNIC/FGV e presidente do Instituto Liberal de Mato Grosso.
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