segunda-feira, outubro 25, 2021
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O Jogo começou, prefeito

Antes de começar esse artigo, gostaria de parabenizar o prefeito eleito em Cuiabá, Emanuel Pinheiro, pela conquista. Não é fácil conseguir 60% dos votos de uma cidade e isso independe da qualidade dos adversários. Então, é preciso lhe dar os devidos créditos. Parabéns. Dito isso, vamos ao trabalho.

Na semana passada o Uber realizou uma reunião explicativa em Cuiabá e essa semana começaram a circular propagandas do Uber direcionadas ao público cuiabano no Facebook. Tudo indica que a empresa, que tem revolucionado o transporte no mundo inteiro, esteja prestes a aportar em nossa cidade. Estaria tudo bem, se não fossem alguns problemas:

1- A Secretaria de Mobilidade Urbana enviou para a Câmara, a pedido dos taxistas, uma lei para proibir o Uber na cidade;

2- Essa lei já havia sido apresentada pelo vereador Dilemário Alencar, um dos principais cabos eleitorais do prefeito eleito;

3- O próprio prefeito eleito, enquanto deputado estadual, acatou o lobby dos taxistas e propôs uma lei proibindo o Uber no estado inteiro.

Prefeito eleito, o senhor deve conhecer bem Cuiabá e saber que sua população não é majoritariamente formada por taxistas. Deve saber também que o cuiabano está farto dos péssimos serviços prestados pelos táxis em Cuiabá.

Indo além, qualquer um que conheça o sistema de licenças de táxis adotada no Brasil percebe que é um sistema fracassado. Os motoristas tem que alugar carros licenciados, pagar diárias, comprar pontos de táxis por dezenas de milhares de reais ou até mesmo ser intimidado caso busque alguém em uma região com um ponto ao qual ele não pertence. Falo isso pois meu avô foi taxista, tive um tio taxista e meu sogro também foi taxista. Nenhum deles se aposentou taxista! É uma burocracia insana, que impossibilita a prestação de um serviço de qualidade, encarece o serviço e não tem solução no horizonte próximo! É um sistema impossível de se sustentar.

O Uber é uma revolução. Garante a segurança do passageiro e do motorista, prima pelo bom atendimento, realiza promoções, conta com carros confortáveis, traz agilidade, e mantém um preço baixo. Tudo o que a ridícula legislação dos táxis retira da prestação do serviço. E o povo sabe disso.

Celso Russomano era líder absoluto nas pesquisas em São Paulo até buscar agradar os sindicatos de táxis, e não a população em geral, e se declarar contrário ao Uber. O povo não aliviou para ele, e ele amargou um quarto lugar. E era óbvio que isso ia acontecer! É como se na época das lâmpadas um prefeito buscasse agradar o sindicato dos produtores de velas!

Eu duvido, Emanuel, que sequer UM parente seu ao viajar para São Paulo prefira usar Táxi e não Uber. Pois é, os paulistas também não preferem e levaram isso para as urnas. Qualquer pessoa que teve a oportunidade de usar o UBER sabe a imensa diferença que é. Imagina se o Cuiabano tem esse gostinho, e quem lutou para tirar isso dos cuiabanos foi você e um aliado seu?

O jogo está só começando, Emanuel. Vamos jogar certo. Deixa o Uber vir e ficar. Retire sua lei da Assembleia Legislativa. Vete essa lei municipal se a mesma passar pela Câmara. Vamos jogar por uma Cuiabá mais dinâmica e moderna, e todo mundo vai sair ganhando. O outro lado vai perder. Se não agora, daqui a quatro anos, e isso é certo. Não queira estar junto a eles.

Heitor Santana
Publicitário, pós-graduando em Escola Austríaca, Coordenador do MBL em Mato Grosso e do Instituto Liberal de Mato Grosso.
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