Por que é tão importante tirar votos do Procurador Mauro

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Procurador Mauro Lara

Como militante liberal, membro do Movimento Brasil Livre em Cuiabá e coordenador do Instituto Liberal de Mato Grosso, tenho sido questionado desde o início das eleições sobre qual deve ser a posição política de um liberal em Cuiabá em 2016 e qual candidato melhor representaria o liberalismo em nossa cidade. Para quem pedir voto? Instigado por essas perguntas, decidi escrever esse texto, dando a minha visão sobre o assunto.

O ano é 2015, manifestações tomam as ruas do Brasil inteiro. Em Cuiabá mais de 50 mil pessoas sobem caminhando a Av. Getúlio Vargas para demonstrar indignação com o partido que desde 2003 comandava a nação, e, pedir mudanças de caráter mais liberal nos rumos da economia brasileira.

O ano é 2016, e a mudança constatada no cenário eleitoral de diversas cidades é clara: candidatos de perfil liberal começam a aparecer nos grandes centros, muitos apoiados pelos movimentos que convocaram as manifestações de rua do ano anterior. Surgiram candidatos em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, em Curitiba, em diversas cidades no interior. Mas, e em Cuiabá?

Apesar da massiva presença nas ruas, os partidos cuiabanos não apenas não apresentaram à população nenhum candidato de visão liberal, como ainda colocaram para a escolha do cuiabano 4 candidatos que já são figurinhas carimbadas na disputa pela prefeitura, sendo que 3 deles simplesmente reeditam a disputa de 20 anos atrás. Traduzindo, não é que Cuiabá não tenha somente perdido o timing da inovação de propostas políticas apresentadas ao eleitor: Cuiabá simplesmente voltou no tempo!

Não existe na disputa à Prefeitura nenhum candidato que possa, sequer de longe, agradar um eleitor identificado com a direita como um todo, nem liberal, nem conservador. Temos vários candidatos de esquerda, e dois de centro que transitam por onde acreditam ganhar mais votos. Por esse motivo, o Movimento Brasil Livre e o ILMT não apoiam nenhum candidato em Cuiabá.

Qual seria então a posição liberal nesse cenário desastroso? Alguns diriam que anular o voto seria a melhor opção. O problema é que não apenas não foi apresentado nenhum candidato liberal, como o líder nas pesquisas, Procurador Mauro, é o candidato mais socialista da disputa. Não podemos nos omitir nessa situação!

Minha proposta é simples. Independente do candidato que defenda, se você acredita no livre mercado, se deseja pagar menos impostos e quer menos interferência do governo na vida das pessoas, a sua missão de vida nas próximas duas semanas tem de ser uma só: tirar votos do senhor procurador Mauro Lara, candidato do PSoL à Prefeitura. Todos temos de ser cabos eleitorais nessa causa, não importa nem para onde vão os votos, desde que saiam do procurador.

Para se ter uma ideia, Mauro propõe ao cuiabano, logo de cara, a estatização completa do sistema de transportes e do sistema de saneamento, algo que custaria aos cofres públicos, inicialmente, o valor da obra do VLT. Depois ele diz que gradualmente, vai reduzir as tarifas (aumentar o subsídio) até zerar o bilhete do transporte coletivo, o que significa um gasto de aproximadamente R$ 147.000.000,00 por ano, ou duas vezes todo o orçamento disponível para investimentos em Cuiabá.

As propostas do procurador Mauro, se não forem irresponsáveis (como acredito que sejam, afinal Mauro é socialista), são falsas. Sim, o candidato que diz que representa a mudança chega propondo o impossível de forma irresponsável como qualquer candidato da “velha política” faria e, quando contestado sobre isso com os números, diz que se opor a isso é promover o “discurso da desesperança”. Bom, Mauro, eu prefiro chamar esse discurso de “realidade”, algo que está em falta na sua proposta de governo de 7 páginas.

Se Mauro ganhar as eleições e tentar aplicar suas loucuras, a crise econômica que assola o Brasil desde 2013 poderá realmente ser vista como marolinha em comparação à que será enfrentada pelos cuiabanos. Cuiabá não vai sobreviver à completa falta de noção econômica e administrativa das propostas do PSoL.

Barrar o procurador Mauro Lara de sequer chegar ao segundo turno das eleições cuiabanas é essencial para Cuiabá, e deve ser a missão pessoal de todos que foram às ruas contra o governo Dilma e o PT. Tirar votos de Mauro é a posição liberal mais sensata no ano de 2016 em Cuiabá.

SimSite Agência Digital

12 COMENTÁRIOS

  1. Esse procurador procura enganar os incautos de forma irresponsável, como o seu mentor fez ao longo de oito anos. Ele é melancia, sem dúvida. Não está nem um pouco preocupado com a cidade e sua população. Não tem a mínima condição do que é gerir uma cidade. Está prometendo o que, definitivamente, ele sabe que não tem condições de fazer. Quer o poder pelo poder.

  2. Defender o liberalismo é prática de grupos dominantes política e economicamente e propagar que o Estado “gaste” o mínimo com a população menos abastada é fato, cada um argumenta conforme seu local de discurso. Alegar que as propostas do candidato citado são insanas e levarão a falência as contas públicas municipais busca demonstrar o argumento liberal e defender os seus interesses, quanto menos o Estado gastar com saúde, educação, cultura, transporte , mais ele repassa isso para empresas, para quem é dominante economicamente e assim torna-se um ciclo de dependência entre a política e a iniciativa privada que se beneficia cada dia mais com o sucateamento do Estado, ineficiente, por que será?!

    • Liberalismo não é nada disso. Liberalismo é a defesa da vida, da liberdade e da propriedade privada.

      Não defendemos que o estado “não gaste” com a população menos abastada. Defendemos apenas que o estado não puna quem produz, tomando seu dinheiro através de impostos.
      Em vez de você dar seu dinheiro pro estado pra que ele decida o que fazer, propomos que o dinheiro fique no seu bolso e você mesmo decida.
      As práticas defendidas pelo procurador Mauro e seu partido, de punir a produção e incentivar o parasitismo, comprovadamente não funcionam.
      Sugiro a leitura de outros artigos deste site e de outros sites liberais para entender melhor a proposta do Liberalismo.

  3. Um artigo fútil, muito bem Plantado por algum destes candidatos que já são figuras carimbadas como o próprio artigo fala, sinceramente, deveria ter vergonha de publicar isso, antes você dizer para não votar em nenhum e anulamos o voto, assim seria obrigado fazerem outra eleição com outros candidatos que não sejam estes, quem sabe assim mudariamos o cenário futuro. Pense melhor antes publicar, ou melhor, receba bem por isso, pois a vergonha é grande que se passa.

  4. 50 neles…. Chega de lenga lenga …. Procurador Mauro para mostrar p essa corja de politiqueiros que quem manda somos nós eleitores….chega de Wilson, Emanuela….

    • O ILMT foi fundado em Março de 2016.
      Independente disso, os membros do ILMT também defendem a redução da passagem de ônibus. Não através de subsídios públicos, que são bancados justamente pela população mais pobre.
      Defendemos que a redução dos preços da passagem de ônibus se daria de forma muito mais inteligente através da livre concorrência entre empresas privadas e profissionais liberais (com vans privadas), que teriam que disputar clientes através de serviços melhores e preços mais baixos, e sem o desperdício de recursos públicos.

  5. Em um país onde o liberalismo é utilizado para maximização de lucros privados, nunca na linha de redução da taxação pública, uma vez que a união cria um protecionismo massivo a décadas para qualquer um dos seus financiadores, não creio que o problema do procurador seja o seu socialismo. O problema é que não ha liberalismo no Brasil. Há investimento em campanhas com um reembolso bem generoso na forma de desvio de verbas, menor concorrências em licitações e afins. No Brasil candidato socialista nenhum conseguiria fazer nada, infelizmente. A política adotada em países subdesenvolvido como o nosso é justamente a criação de mão de obra não muito qualificada, bem podada por impostos e que gera a base de trabalhadores que representam a maior circulação de dinheiro no país (empregos). O liberalismo não funciona em países onde a política é empresarial. Só gera concorrência desleal e no fim das contas o protecionismo prevalece na direita ou na esquerda atual. Não haverá redução de imposto uma vez que o empresário político não tem necessidade em reduções fiscais; os impostos geral fluxo de capital e o capital estatal é redividido entro os acionista politicos/empresariais da campanha; cenários muito bem delimitado nos escândalos politicos nacionais dos últimos anos. Então, não creio que o socialismo seja o grande problema do Brasil, e nem que um candidato pseudolibetal vá salvar as coisas e reduzir imposto e cortar sua própria receita. A reforma deve ser na sociedade para que haja mudanças naqueles a mesma elege.

    • Não confunda liberalismo com corporativismo.
      Corporativismo é a formação de oligopólios protegidos pelo estado.
      Liberalismo é, entre outras coisas, a defesa da liberdade individual para empreender sem a interferência do estado.
      Realmente não há liberalismo no Brasil, mas sim corporativismo.
      E é para tentar mudar esse quadro que este instituto existe.

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