Pra que perder? Uma resposta a Eduardo Marinho

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Num dia qualquer desses matando o tempo no Facebook, me deparo com esse senhor Eduardo Marinho, que está fazendo muito sucesso com seu documentário Observar e Absorver. Logo seus vídeos viralizaram pela rede e é aí que acredito morar o perigo.

Em um de seus vídeos ele questiona o “porquê” do vencer. Afirma que não quer mais vencer na vida e agora o estilo de vida simples é um alívio. Veja você mesmo:

Pode até parecer inofensivo. Porém, por trás desse discurso existe o sonho maior do Estado: ver o povo passivo, sem ambição, para fazer os cidadãos pensarem “o que seria do povo sem o Estado ajudando, intervindo, suprindo as necessidades básicas”, e assim conduzí-los como gado no pasto.

A quem interessa a disseminação desse pensamento bovino do homem de família rica que afirma “a alegria da vitória de um é a tristeza do outro”? Esta afirmação leva à conclusão de que é melhor deixar que o Estado cuide desse cidadão para que ele possa levar uma vida tranquila e sem responsabilidades (sim, sem responsabilidades!).

Quando o indivíduo toma a consciência de ser o responsável por si próprio e dever responder por suas atitudes e suprir por si mesmo suas necessidades, não sobra tempo para pensar em se deixar levar à sorte do Estado – sorte essa financiada justamente pelo dinheiro convertido em impostos das pessoas que precisam vencer todos os dias na vida, que passam 5 meses do ano pagando impostos ao Estado, pessoas que talvez não tenham tido tanta sorte como Eduardo Marinho de ter nascido em berço esplêndido.

Quantos Eduardos devem existir na periferia? Este lugar “mágico” onde ele diz ter tanta alegria em viver, há inúmeras pessoas que gostariam de vencer na vida, mas o peso do Estado os impede de empreender, com burocracia, impostos e regulamentações. Sem mencionar o ensino de péssima qualidade, disponibilizado pelas escolas públicas, coisa que Eduardo Marinho não conhece, pois veio de escola militar.

Temos que pensar em vencer sim! Devemos ter o ímpeto de acordar todos os dias com a ambição de construirmos uma vida para nos sustentar, sem depender de Estado, sem depender de terceiros. Então arregace as mangas e vá a luta! Caso caia, sacode a poeira e continue. Por mais que demore pra chegar, você no final saberá que venceu por méritos próprios.

É assim que uma sociedade evolui. Com mentes empreendedoras, pessoas que sentem a necessidade de deixar algo para o mundo, para alguém ou até mesmo para ninguém. Afinal, você (indivíduo) tem todo o direito de levar sua vida como quiser. Até mesmo você, Eduardo Marinho. Porém não tente nos enganar com esse falso desapego, porque você venceu, sim – sua página no Facebook tem milhares de curtidas, você faz palestras, grava vídeos, você é famoso e não tem o porquê querer vencer dizendo para as pessoas não vencerem também.

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