segunda-feira, outubro 25, 2021
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A questão do aborto e as cretinices da esquerda

Se não gosta de casamento gay, não se case com gays. Se não gosta de drogas, não use drogas. Se não gosta de aborto, não aborte. Se não gosta que tirem seus direitos, não tire os direitos dos outros.”

Por essa lógica esquerdista cretina, poderíamos fazer outras afirmações do mesmo tipo:

– Se é contrário ao assassinato, não assassine;
– Se é contrário à escravidão, não tenha escravos;
– Se é contrário ao roubo, não roube;
– Se é contra bater em mulher, não bata em mulher.

Mas deixe os outros assassinarem, escravizarem, roubarem e baterem em mulheres à vontade. Não se meta na vida deles.

Ou, pela mesma lógica, poderíamos dizer também essa (que é minha preferida):
– Se vc não gosta de impostos, não pague impostos.

Mas como esperar raciocínio lógico de esquerdistas, né? Querem falar de direitos individuais mas não fazem a menor ideia do que isso significa.

Como bom libertário, explico. Direitos naturais individuais são aqueles direitos com os quais você já nasce e não precisa que ninguém os conceda. Basicamente são eles: vida, liberdade e propriedade privada (seu corpo). Portanto, qualquer indivíduo é livre para fazer o que quiser desde que respeite os limites da vida, liberdade e propriedade privada dos outros.

– Usar drogas fere os direitos de alguém? Não. (Feriria apenas se a pessoa roubasse para consumir drogas, por exemplo. Mas daí o problema seria o roubo em si, e não o consumo de drogas);

– Casamento gay fere direitos dos outros? Não.

– Aborto fere os direitos dos outros? Sim. Aborto significa atentar contra o corpo (propriedade) de um indivíduo e, principalmente, contra a VIDA deste indivíduo.

Ok, há uma dúvida sobre o momento exato em que aquele conjunto de células se transforma em indivíduo. Apesar de muitas falácias, não há um consenso científico, nem filosófico e nem religioso sobre o início da vida. Por isso eu, particularmente, defendo a postura libertária contra o aborto, porque não sabemos se é um indivíduo ou não. No dia em que a ciência avançar a ponto de especificar exatamente isso, aí poderemos decidir. Enquanto isso, na dúvida, deixa lá.

Isso significa que sou a favor do estado se intrometer nisso através de uma lei? NÃO! Por mim o estado nem deveria existir. Não defendo uma lei contra o aborto. Não é uma questão legal, é uma questão moral. Mas enquanto o estado existir e se meter em questões morais individuais, então sim, o estado deve pelo menos defender o direito à vida daquele ser humano indefeso.

Há ainda aquele argumento de que o aborto é uma questão de saúde pública. “Independente de haver  uma lei criminalizando, abortos continuam sendo feitos. Por isso devemos descriminalizar para que as mulheres não morram em clínicas clandestinas durante o aborto“.

Primeiramente, mais uma vez, a lógica não faz sentido. Por esta lógica, liberemos todos os crimes, pois independente de proibição eles continuam existindo.

Em segundo lugar, não importam os argumentos utilitaristas. O direito natural individual à vida é mais importante, independente de quaisquer consequências.

Concluo com o vídeo do excelente Alexandre Porto sobre a questão do aborto:

https://www.youtube.com/watch?v=e6r-GmE3k2Y

Edegar Belz
Analista de Sistemas com MBA em Finanças pela UNIC/FGV e presidente do Instituto Liberal de Mato Grosso.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Quando falamos do aborto nos referimos ao aborto nas condiações já previstas em lei ou falamos do aborto por conveniência?
    O sistema público de saúde tem estrutura para atender mulheres que necessitam deste procedimento quando previsto na lei?

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