“Todo indivíduo importa” – o que Bolsonaro disse e a mídia não entendeu

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Todo indivíduo importa
Ayn Rand, filósofa defensora do individualismo, e Jair Bolsonaro.

A frase que o presidente Jair Bolsonaro disse durante seu pronunciamento de 31/03/2020, “todo indivíduo importa“, citando o diretor-geral da OMS, tem um significado muito profundo, baseado na filosofia do individualismo, que a mídia tradicional simplesmente desconhece e por isso ficou sem entender nada.

A ideia de que “todo indivíduo importa” significa que os direitos de um indivíduo são princípios fundamentais e invioláveis em uma sociedade que pretende ser pacífica. É eticamente reprovável que se desrespeite o direito de um indivíduo em nome de um suposto “interesse coletivo”.

Segundo a filosofia do individualismo, todo indivíduo tem seus direitos naturais: Vida, Liberdade e Propriedade Privada – direitos com os quais já nasceu. Sob nenhuma hipótese um indivíduo pacífico pode ter esses direitos violados quando pretende-se viver em paz.

– Matar indivíduos pacíficos, por qualquer motivo que seja, é errado;
– Escravizar indivíduos pacíficos é errado em qualquer caso;
– Roubar indivíduos pacíficos é errado sempre.

No entanto, ao longo da história muitos indivíduos pacíficos, de diversas origens, foram legalmente mortos, escravizados e roubados.

No Brasil os negros tinham seus direitos naturais violados e eram escravizados em nome do interesse coletivo. Sim, a escravidão era legal e a posse de escravos era protegida por lei.

Na Alemanha nazista judeus eram perseguidos e mortos em nome de um suposto interesse coletivo – a raça pura. Os pacíficos cidadãos de Hiroshima e de Nagasaki foram mortos em nome de outro suposto interesse coletivo, que era vencer uma guerra. São infindáveis os exemplos de desrespeito aos mais básicos direitos individuais em nome de “interesses coletivos”.

Mas sabe quem define qual é o interesse do coletivo? Governantes autoritários e tiranos que se julgam donos de infinita sabedoria para saber qual é a vontade de todo um povo. Usam o discurso de “interesse coletivo” para disfarçar o desejo de controlar a sociedade.

Hoje, tempo de pânico e incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, em alguns estados e municípios do Brasil estamos vendo governantes impondo confinamentos obrigatórios sobre indivíduos pacíficos em nome do “interesse coletivo”.

São “medidas de isolamento social”, segundo eles. Na prática é prisão domiciliar. É violar um direito natural básico do indivíduo – que é o direito à sua liberdade. Liberdade de trabalhar, de buscar seu próprio sustento e sua própria felicidade.

Sim, governantes estão prendendo pessoas que não cometeram crime nenhum em nome de todos, sendo que todos não os deram essa procuração e nem teriam o direito de fazê-lo. Violar a liberdade é o mesmo que escravizar.

Mas então o que deveria ser feito em caso de pandemia?

Explicar, divulgar, alertar, incentivar que se fique em casa; investir em estrutura, hospitais, UTIs, EPIs, respiradores; fazer testes em massa; trabalhar. Mas jamais usar o monopólio do uso da força, que o estado arroga para si, para violar o direito de um cidadão pacífico – seja ele quem for.

Porque todo indivíduo importa.

SimSite Agência Digital

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