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Você sabe quem realmente sustenta nossos atletas olímpicos?

Olimpíadas, adoro esportes! Consigo me divertir assistindo a torneio de ginástica artística e em prova de vela. A disputa e a entrega de um atleta no seu ápice são muito inspiradoras de se assistir. Aquelas histórias de superação e de um ponto a mais conseguido no último minuto são momentos fascinantes.

Venho nesse texto discutir algo mais amplo nesse momento olímpico que acabou de ser finalizado. Vejo muitos jornalistas, atletas, ex-atletas, políticos e influenciadores defendendo de forma uníssona a necessidade de mais investimentos do Governo nos esportes e nos competidores.

Ficam bradando essa máxima de que o governo (estado, no caso) deve ser o fomentador de investimentos em atletas e de que eles devem ser massivamente financiados pelo estado. E também de que esse atleta deve receber um bom salário e ter uma estabilidade que lhe permita treinar sem ter aquela pressão de como conseguir patrocinadores para lhe apoiar.

O Estado brasileiro hoje tem vários programas de financiamento para atletas de alto rendimento. Há o Bolsa Atleta que pode chegar a 15mil reais por atleta, ao custo de 145 milhões de reais por ano aos cofres do governo (bolso do contribuinte).

Há também um programa de transformar o atleta em um 3º Sargento do exército sem que ele tenha qualquer obrigação com a instituição. Chama-se PAAR – Programa para Atletas de Alto Rendimento. O atleta deve somente se apresentar uma vez por ano no Exército e assim eles se mantêm recebendo o salário de um 3º Sargento militar – em torno de 4.000 reais. O programa tem um custo de 38 milhões de reais por ano. É por isso que muitos, quando vencem, fazem aquele simbólico gesto em homenagem ao exército, a continência à bandeira.

Vale ressaltar que esses planos de financiamentos estatais podem ainda ser somados para um mesmo atleta.

As olimpíadas sempre foram muito valorizadas entre grandes regimes ditatoriais como Alemanha Nazista, URSS, Cuba e China. Trata-se de um momento esplêndido para esses grandes regimes demonstrarem a sua força e o vigor dos seus atletas de ponta, uma excelente propaganda política da Nação. É por conta disso que sobram notícias exaltando a dedicação desses regimes nos esportes.

O estado chinês, por exemplo, consegue identificar um talento quando ele é ainda muito novo, uma criança. O promissor talento já começa a receber um treinamento diferenciado, muitas vezes baseado em discutíveis métodos de laboratório e com substâncias químicas pra lá de suspeitas, além de receber uma bolsa para ele se manter no esporte. É desta forma artificial que o regime consegue se manter entre os primeiros colocados no ranking de medalhas.

Como já disse, sou grande admirador dos esportes. Dito isso, precisamos esclarecer quem são os verdadeiros financiadores do esporte brasileiro. O governo cobra impostos de todos os cidadãos brasileiros para financiar os atletas e se acaso não tiver todo esse dinheiro para bancar os atletas, ele manipula o mercado de títulos para assim imprimir mais reais garantindo-se o aumento da inflação.

Algum ingênuo pode me dizer que os mais pobres, que declaram uma renda mínima e que não contribuem no imposto de renda não pagam o salário desses atletas. Mas são eles que mais pagam, haja vista que o sistema tributário brasileiro atua pesadamente sobre compra e venda de mercadoria – ou seja – quando o pobre compra um leite, um pão, um saco de arroz e feijão, ele está sendo cobrado para financiar os atletas. Portanto o imposto já está ali, embutido no preço da sua comida e de qualquer outro produto que ele consome.

E se o governo (estado) imprimir mais dinheiro para bancar os atletas, gera-se uma inflação de preços, em que o dinheiro do cidadão perde valor. E quem mais sofre com a inflação são os mais pobres –  é o “Efeito Cantillon“.

Resumindo, se você acredita que o estado (ou governo) tem que continuar “investindo” nos esportes, saiba que são os mais pobres e miseráveis que são punidos para o pagamento das benesses desses atletas.

Você concorda com isso? Deixe sua opinião nos comentários.

Felipe Luppi
Representante Comercial e Economista.
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